Agrotóxicos e Defensivos

Competitividade em queda: indústria química brasileira registra significativa diminuição

Índices Abiquim/Fipe apontam redução na produção e exportação de produtos químicos industriais no país


Publicado em: 28/02/2024 às 20:00hs

Competitividade em queda: indústria química brasileira registra significativa diminuição

A produção química no Brasil enfrentou um declínio notável em 2023, de acordo com os índices Abiquim/Fipe para produtos químicos industriais. As cifras revelaram quedas expressivas, principalmente na produção e exportação, com recuos de 10,1% e 10,9%, respectivamente, em relação ao ano anterior. Apesar de um aumento de 7,8% nas importações, a demanda interna, medida pelo consumo aparente nacional (CAN), diminuiu em 1,5%.

Desafios e Preocupações

Fátima Giovanna Coviello Ferreira, diretora de Economia e Estatística da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), expressou preocupação diante da segunda queda consecutiva no CAN. Destacou as dificuldades enfrentadas pelo setor para competir com importações agressivas e buscar alternativas no mercado externo. As vendas internas também apresentaram uma redução significativa de 9,4%, e a utilização da capacidade instalada atingiu seu ponto mais baixo na série histórica da entidade, operando a 64%.

Tendência Decrescente desde 2007

Desde 2007, a competitividade da produção química no Brasil vem declinando anualmente, com as importações ganhando espaço crescente na demanda local. Todos os grupos de produtos analisados mostraram aumento na ociosidade. Apesar do momento crítico, há espaço para aumentar a produção a curto prazo.

Impacto nos Preços

No que diz respeito aos preços, o setor de produtos químicos industriais registrou uma deflação de 12,7% ao longo de 2023. Esse cenário foi fortemente influenciado pelo comportamento do mercado internacional, ressaltando a característica da indústria química brasileira de ser impactada pelos preços globais.

"Fica evidente acentuação anual da perda de competitividade no Brasil, com importações em constante crescimento, ocupando uma parcela cada vez maior da demanda local. Todos os grupos de produtos analisados na amostra do RAC apresentaram aumento nos níveis de ociosidade. Apesar da criticidade do momento, todos os grupos de produtos têm margem para aumentar a produção a curto prazo", destacou Coviello.

Fonte: Portal do Agronegócio

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