Publicado em: 10/02/2026 às 19:00hs
O mercado brasileiro de defensivos agrícolas deve registrar crescimento de 6,1% na área tratada (PAT) ao final do ciclo de 2025, alcançando 2,6 bilhões de hectares tratados, segundo a terceira estimativa da Kynetec Brasil, encomendada pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg). O fechamento oficial dos dados está previsto para abril, após a consolidação das informações da safra de soja.
O levantamento utiliza como base o indicador Área Potencial Tratada (PAT), que considera não apenas a área cultivada, mas também o número de aplicações e produtos utilizados em cada tanque. Essa metodologia permite mensurar de forma mais detalhada a intensidade do uso de tecnologias agrícolas, refletindo melhor a dinâmica de manejo nas lavouras brasileiras.
O desempenho do setor apresentou comportamentos distintos entre os semestres de 2025.
No primeiro semestre, a seca no Sul e a queda nos preços da safra anterior reduziram o ritmo de aplicações em várias culturas. Já no segundo semestre, o cenário mudou com o avanço da área plantada — especialmente em soja e milho — e o bom andamento do plantio da safra 25/26, dentro do período ideal.
Além disso, maior pressão de pragas e doenças fúngicas, somada ao manejo de resistência de plantas daninhas, impulsionou o aumento no uso de defensivos.
O volume total de produtos aplicados deve encerrar o ano com alta de 6,1% em relação a 2024.
A participação por tipo de defensivo é a seguinte:
Entre as culturas, a soja segue como principal responsável pela demanda de defensivos, com 55% da área tratada. Em seguida aparecem o milho (18%) e o algodão (8%).
Outras culturas também têm participação relevante:
A análise regional mostra que Mato Grosso e Rondônia respondem por 32% da área tratada nacional.
A região BAMATOPIPA — composta por Bahia, Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará — representa 18% do total.
Na sequência aparecem:
As demais regiões somam 2% do total de áreas tratadas.
A consolidação final dos dados de 2025 está prevista para abril, quando será concluída a análise da safra de soja, principal cultura responsável pela movimentação do mercado de defensivos agrícolas no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
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