Publicado em: 21/01/2026 às 14:30hs
O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) encerrou dezembro de 2025 em 1,31, frente a 1,12 em novembro, registrando uma média anual positiva de 1,18. O resultado reflete a combinação de fatores como a desvalorização das commodities agrícolas, variações nos preços dos fertilizantes e a valorização do dólar, que avançou 2% no período, pressionado por incertezas políticas globais e indicadores econômicos domésticos.
Segundo especialistas, esse cenário reforça a importância de monitorar variáveis internacionais, especialmente o enxofre, insumo essencial para a cadeia fosfatada, cujo equilíbrio entre oferta e demanda ainda não indica normalização imediata.
As commodities agrícolas tiveram uma redução média de 0,8%, liderada por:
A retração foi impulsionada pela expectativa de safra elevada e pelo início da colheita nos estados do Paraná e Mato Grosso. Por outro lado, cana-de-açúcar e milho permaneceram estáveis, embora o milho continue pressionado pela previsão de boa safrinha no Brasil.
O mercado de fertilizantes registrou recuo médio de 0,3%, com destaque para a ureia (-2%), impactada por baixa liquidez e pressão de inventário.
Já alguns insumos apresentaram valorização:
O aumento foi sustentado por maior demanda da safra e incremento nos custos produtivos.
No cenário doméstico, a dinâmica de preços continuará influenciada pelo avançar da colheita da soja e pelo início do plantio da safrinha.
Internacionalmente, a cadeia de fosfatados permanece ajustada, especialmente devido à redução temporária das exportações chinesas. Além disso, os preços globais do enxofre seguem firmes, impulsionados pela demanda de outros setores industriais, como a produção de baterias, adicionando atenção aos custos de produção de fertilizantes.
Apesar da volatilidade nos mercados agrícolas e de insumos, o IPCF manteve a estabilidade ao longo do ano, refletindo a capacidade de adaptação do setor e garantindo ambiente competitivo para o produtor brasileiro.
O índice mede a relação entre preços de fertilizantes e commodities agrícolas, usando como referência a base de 2017. Quanto menor o índice, mais favorável é a relação de troca para o produtor.
Fonte: Portal do Agronegócio
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