Publicado em: 13/04/2026 às 10:30hs
O cenário internacional de fertilizantes acendeu um sinal de alerta para o agronegócio brasileiro, especialmente no Paraná. Rússia e China, principais fornecedores globais do insumo, têm adotado restrições às exportações, o que pode dificultar o acesso dos produtores aos produtos para a safra 2026/27.
O período crítico de aquisição ocorre entre abril e junho, quando tradicionalmente os agricultores intensificam as compras. Diante desse contexto, a disponibilidade e os preços tendem a ser impactados.
Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes utilizados na agricultura. Em 2025, o país adquiriu 45,5 milhões de toneladas no mercado internacional.
Essa forte dependência externa torna o setor agrícola mais exposto a movimentos globais, como restrições comerciais e tensões geopolíticas, incluindo os conflitos no Oriente Médio. Esse cenário pode resultar tanto na elevação dos preços quanto na redução da oferta, com impactos diretos na produção dentro das propriedades rurais.
Diante das incertezas, o Sistema FAEP recomenda que os produtores adotem uma postura preventiva, com foco em planejamento e gestão eficiente dos custos.
Entre as principais orientações estão:
A entidade destaca que decisões estratégicas neste momento serão determinantes para a sustentabilidade econômica da próxima safra.
O atual cenário exige maior rigor na gestão financeira das propriedades rurais. O uso eficiente dos fertilizantes, aliado ao planejamento das compras, pode reduzir riscos e preservar margens de lucro.
A recomendação é evitar decisões impulsivas e priorizar estratégias que aumentem a eficiência técnica no uso dos insumos.
Além dos fertilizantes, outro fator de preocupação é o aumento no preço do diesel. No Paraná, o combustível registrou alta superior a 20% no valor de revenda em comparação a fevereiro.
Com a crescente mecanização no campo, o diesel se tornou essencial em todas as etapas da produção agrícola. Atualmente, cerca de 73% da energia utilizada na agropecuária brasileira é proveniente de combustíveis fósseis.
O diesel representa aproximadamente 40% do custo do frete, elevando as despesas com transporte e escoamento da produção.
Culturas como soja, milho, trigo e cana-de-açúcar dependem intensamente de máquinas movidas a diesel, desde o preparo do solo até a colheita. Já atividades como avicultura, suinocultura e produção de leite exigem logística contínua, ampliando a necessidade de combustível.
A combinação de restrições na oferta de fertilizantes e aumento nos custos com combustível reforça a necessidade de planejamento antecipado no campo.
Com um ambiente global instável, a eficiência na gestão dos insumos e dos custos operacionais será determinante para garantir a viabilidade econômica da safra 2026/27.
Fonte: Portal do Agronegócio
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