Publicado em: 07/04/2026 às 10:10hs
As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro iniciaram 2026 em alta, refletindo a demanda aquecida do agronegócio. Em janeiro, o volume total comercializado chegou a 3,87 milhões de toneladas, crescimento de 5,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registradas 3,67 milhões de toneladas.
Os dados são da Associação Nacional para a Difusão de Adubos, que acompanha o desempenho do setor no país.
O Mato Grosso segue como o principal destino dos fertilizantes no país, concentrando 29,7% das entregas nacionais. O estado recebeu 1,14 milhão de toneladas no período.
Na sequência do ranking aparecem:
A distribuição reflete a força das principais regiões produtoras de grãos e culturas intensivas em nutrientes.
Apesar do avanço nas entregas, a produção nacional de fertilizantes intermediários apresentou queda significativa. Em janeiro de 2026, foram produzidas 497 mil toneladas, retração de 23% frente às 647 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025.
O recuo indica maior dependência do mercado externo para suprir a demanda interna.
As importações totalizaram 3,16 milhões de toneladas no primeiro mês de 2026, alta de 5,4% em comparação com janeiro do ano anterior, quando o volume foi de 3 milhões de toneladas.
O crescimento acompanha a necessidade de abastecimento do mercado brasileiro, diante da menor produção interna.
O Porto de Paranaguá segue como o principal ponto de entrada de fertilizantes no Brasil. Em janeiro, o terminal recebeu 786 mil toneladas, aumento de 9,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registradas 718 mil toneladas.
O porto respondeu por 24,8% do total movimentado em todos os terminais do país, conforme dados do sistema Siacesp, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
O avanço nas entregas e nas importações reforça o cenário de demanda consistente por fertilizantes no Brasil, impulsionado pelo calendário agrícola e pela intensificação das lavouras.
A tendência é de continuidade desse movimento ao longo do ano, com o setor atento às condições de oferta global, custos logísticos e variações cambiais.
Fonte: Portal do Agronegócio
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