Publicado em: 21/01/2026 às 08:00hs
O Brasil alcançou em 2025 um marco histórico na gestão ambiental ao superar a marca de 900 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas com destinação correta. O resultado é fruto da atuação do Sistema Campo Limpo, referência global em logística reversa e sustentabilidade no agronegócio.
A iniciativa garante que as embalagens sejam recicladas ou tratadas de forma ambientalmente segura, promovendo a economia circular e evitando impactos negativos ao meio ambiente.
Somente em 2025, foram 75.996 toneladas de embalagens destinadas de maneira adequada — o maior volume anual já registrado desde a criação do Sistema. O número representa crescimento de 11% em relação a 2024, reforçando o compromisso do setor com práticas agrícolas sustentáveis.
O resultado é possível graças à cooperação entre agricultores, distribuidores, cooperativas, indústria e poder público, que atuam de forma integrada em prol da sustentabilidade.
Para Renato Gomides, gerente executivo da CropLife Brasil, o recorde comprova que o país é capaz de unir produtividade e preservação ambiental.
“O resultado consolida o Sistema Campo Limpo como referência mundial em logística reversa, mostrando que é possível equilibrar produtividade, competitividade e responsabilidade ambiental”, destacou.
A entidade promove treinamentos e campanhas educativas para produtores rurais, incentivando o uso responsável dos defensivos e a devolução correta das embalagens após o uso no campo.
Atualmente, 100% das embalagens recebidas pelo Sistema Campo Limpo recebem destinação ambientalmente adequada.
Dessas, 92% são recicladas e o restante é destinado ao coprocessamento e à incineração, seguindo rigorosos padrões de segurança ambiental.
Segundo Marcelo Okamura, diretor-presidente do inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), o modelo comprova que a sustentabilidade no Brasil é viável e eficiente.
“O agronegócio brasileiro mostra que é possível gerar resultados concretos para o meio ambiente quando todos assumem sua parte”, afirmou.
Os estados com maior participação na destinação correta refletem a força da produção agrícola nacional.
O Mato Grosso responde por 30% do total de embalagens recolhidas, seguido por Paraná (11%), Rio Grande do Sul (9%), São Paulo (9%), Goiás (8%), Bahia (8%), Mato Grosso do Sul (7%) e Minas Gerais (6%).
Esses números evidenciam a relação direta entre produtividade e conscientização ambiental.
De acordo com Eliane Kay, diretora-executiva do Sindiveg (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal), o marco das 900 mil toneladas é fruto de um esforço conjunto de mais de duas décadas.
“O uso correto e seguro de defensivos, aliado à destinação adequada das embalagens, garante uma produção eficiente, segura e sustentável”, ressaltou.
O Sistema Campo Limpo mantém uma rede capilarizada de unidades de recebimento e ações itinerantes, garantindo atendimento até mesmo em regiões rurais remotas. Essa estrutura é um dos diferenciais que colocam o modelo brasileiro entre os mais eficientes do mundo.
Para Luis Carlos Ribeiro, diretor executivo da AENDA (Associação Nacional das Empresas de Produtos Fitossanitários), o resultado reforça a excelência do sistema brasileiro:
“Ser referência internacional em gestão de embalagens agrícolas mostra que, com gestão competente, é possível alcançar resultados sustentáveis e duradouros. O meio ambiente agradece”, afirmou.
Com mais de 20 anos de atuação, o Sistema Campo Limpo segue como um dos maiores exemplos de política ambiental bem-sucedida do mundo, fortalecendo o compromisso do agronegócio brasileiro com o futuro do planeta e com uma agricultura cada vez mais sustentável.
Fonte: Portal do Agronegócio
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