Adubos e Fertilizantes

Após quedas em 2025, preços dos fertilizantes se estabilizam e mercado mantém oferta ajustada, aponta Itaú BBA

Relatório do Itaú BBA mostra sinais de estabilidade no setor de fertilizantes


Publicado em: 21/01/2026 às 18:00hs

Após quedas em 2025, preços dos fertilizantes se estabilizam e mercado mantém oferta ajustada, aponta Itaú BBA

O relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, revelou que o mercado global e nacional de fertilizantes iniciou 2026 com cenário de estabilidade, após um período de forte recuo nos preços em 2025.

A análise destaca que, enquanto a ureia voltou a subir no início do ano, os produtos fosfatados e potássicos mantiveram pouca variação, indicando ajuste equilibrado entre oferta e demanda.

Nitrogenados reagem após recuo em dezembro

O mercado de nitrogenados encerrou dezembro em queda, com o preço da ureia caindo para US$ 395 por tonelada, mas registrou reação em janeiro, alcançando US$ 412/t.

Entre os produtos fosfatados, o MAP (fosfato monoamônico) manteve estabilidade em US$ 640/t, enquanto os potássicos (KCl) tiveram leve alta, cotados a US$ 360/t.

De acordo com o Itaú BBA, após o declínio observado no segundo semestre de 2025, o mercado global tende a retomar um equilíbrio de preços, embora eventos geopolíticos e logísticos no início de 2026 possam influenciar esse cenário.

Sulfato de amônio supera ureia nas importações brasileiras

Um dos destaques do relatório foi o avanço do sulfato de amônio (SAM), que em 2025 superou pela primeira vez a ureia em volume importado. O Brasil importou 7,8 milhões de toneladas de SAM, ante 7,7 milhões de toneladas de ureia.

Embora o SAM tenha menor concentração de nitrogênio (20%) em relação à ureia (46%), seu preço mais baixo favoreceu o aumento das compras. Ao ponderar a concentração de nitrogênio de cada produto, o país importou 5,1 milhões de toneladas equivalentes de nitrogênio em 2025, um crescimento leve de 1,4% em relação ao ano anterior.

Esse resultado afasta o receio de que a preferência por produtos com menor teor de nitrogênio poderia reduzir o volume total do nutriente disponível no país.

Importações de fosfatados recuam com preços elevados

O segmento de fosfatados apresentou queda de 4% nas importações em 2025, totalizando 8,2 milhões de toneladas. Apesar da retração, o Itaú BBA observou maior entrada de produtos com menor concentração, como o superfosfato simples (+22%) e o supertriplo (+12%), enquanto o MAP recuou 25%.

Ao ajustar os dados pelo teor de nutriente, o volume de fosfato equivalente importado caiu 11%, reflexo dos altos preços internacionais dessa categoria, que continuam superiores aos de outros nutrientes.

Potássicos mantêm domínio do KCl, mas recuam levemente

As importações brasileiras de fertilizantes potássicos seguem concentradas no cloreto de potássio (KCl), que ainda representa a maior parte do suprimento nacional. No entanto, o volume total caiu 2,5% em 2025, somando 13,7 milhões de toneladas.

A consultoria avalia que o mercado de potássicos permanece relativamente ajustado, com oferta estável e sem riscos imediatos de escassez, mas sujeito a variações cambiais e geopolíticas que podem alterar o equilíbrio de preços ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

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