Publicado em: 26/01/2024 às 10:10hs
A dinâmica do mercado brasileiro de soja encontra-se sob influência das recentes quedas em Chicago e do dólar, prevendo-se um dia de pressão nas cotações e uma redução nas transações. A oscilação dos prêmios adiciona pressão, mantendo os produtores cautelosos, enquanto as atenções se voltam para a colheita e os resultados iniciais.
Na última quinta-feira, o mercado enfrentou uma movimentação restrita, com poucos lotes negociados. Analistas da SAFRAS & Mercado destacam os esforços dos compradores para aumentar as aquisições, contrastados pela resistência dos vendedores, resultando em transações mínimas. Com a queda acentuada em Chicago e o dólar em território negativo, os preços internos acompanharam a tendência baixista.
Em regiões como Passo Fundo (RS), Porto de Rio Grande, Cascavel (PR), Rondonópolis (MT), Dourados (MS), e Rio Verde (GO), os preços registraram recuos significativos. A situação destaca-se, por exemplo, na redução de R$ 125,00 para R$ 124,00 por saca em Passo Fundo e de R$ 129,00 para R$ 127,00 no Porto de Rio Grande.
Os contratos em Chicago, com vencimento em março, apresentam uma baixa de 0,28%, cotados a US$ 12,19 1/2 por bushel. Esse declínio reflete as perspectivas de ampla oferta na América do Sul e a desaceleração da demanda pelos grãos dos Estados Unidos. A revisão para cima nas safras de soja e milho da Argentina contribui para a pressão nas cotações.
Quanto aos prêmios de exportação, observa-se uma tendência negativa nos portos brasileiros, influenciada pela queda em Chicago e pela entrada da safra brasileira. Os prêmios para fevereiro apresentam valores entre -115 e -100 centavos de dólar sobre Chicago, refletindo a pressão sobre as exportações de soja.
O dólar comercial opera com uma leve baixa de 0,16%, alcançando R$ 4,9154. Essa movimentação contribui para o cenário internacional, enquanto as principais bolsas asiáticas fecham mistas e as europeias operam em alta. O petróleo, por sua vez, registra cotações mais baixas, com o WTI para março recuando 0,98% a US$ 76,60 o barril.
O contexto internacional, aliado aos elementos domésticos, molda o cenário para os negócios no mercado brasileiro de soja, marcando um dia de acompanhamento atento por parte dos produtores e demais agentes do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
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