Soja

Variações cambiais e de Chicago indicam possível recuo nos preços da soja no Brasil

A influência do dólar e do mercado de contratos futuros sinaliza um cenário de desaceleração na comercialização do grão


Publicado em: 19/12/2023 às 10:40hs

Variações cambiais e de Chicago indicam possível recuo nos preços da soja no Brasil

Os preços da soja no mercado brasileiro devem apresentar uma tendência de queda nesta terça-feira, em consonância com a diminuição do valor do dólar e a performance decrescente dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O ritmo de comercialização permanece moderado, característico do período de encerramento do ano, concentrando-se em operações estritamente necessárias para atender às demandas de caixa. A atenção do mercado volta-se ao desenvolvimento das lavouras.

Na segunda-feira, não foram registradas negociações expressivas, e os analistas da SAFRAS & Mercado observaram transações realizadas principalmente por necessidades da indústria. Os preços, em geral, mantiveram-se ligeiramente acima das médias de mercado. De maneira geral, os participantes do mercado estão em compasso de espera, refletindo em preços nominais, que variam de estáveis a ligeiramente superiores, impulsionados pela valorização em Chicago.

Na cidade de Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos teve um aumento de R$ 146,00 para R$ 147,00. Na região das Missões, a cotação subiu de R$ 145,00 para R$ 146,00 por saca. No Porto de Rio Grande, o preço manteve-se em R$ 152,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço permaneceu estável em R$ 139,00 por saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca manteve-se em R$ 149,00.

Em Rondonópolis (MT), o valor se sustentou em R$ 131,00. Em Dourados (MS), a cotação passou de R$ 129,50 para R$ 130,00. Já em Rio Verde (GO), a saca valorizou-se de R$ 130,00 para R$ 132,00.

Chicago: Desafios Diante de Chuvas no Brasil e Perspectivas de Safra Atrativa

Os contratos futuros da soja para janeiro apresentam uma baixa de 0,81%, atingindo US$ 13,16 1/4 por bushel. O mercado enfrenta pressão devido às chuvas benéficas em áreas produtoras do Brasil que enfrentam déficit hídrico. Confirmada uma safra robusta no Brasil, a demanda chinesa deve se voltar para o país sul-americano, prejudicando as perspectivas do produto norte-americano. No cenário global, o dia é caracterizado pela estabilidade do dólar e do petróleo.

Prêmios de Exportação Refletem Atividade Fraca e Expectativas Chinesas

A alta registrada nos contratos futuros da soja em Chicago ontem também se refletiu nos preços FOB nos portos brasileiros, permanecendo estáveis em um dia de atividade moderada. Embora haja interesse chinês para soja com embarque em março, os preços oferecidos pelos compradores estão abaixo das expectativas dos vendedores.

Os prêmios de exportação da soja para janeiro foram de 70 a 100 centavos de dólar acima de Chicago no Porto de Paranaguá. Para fevereiro de 2024, o prêmio foi de -30 a -10. Em março de 2024, o prêmio situou-se entre -60 e -40 pontos, segundo dados da SAFRAS & Mercado. O preço FOB (flat price) para fevereiro variou entre US$ 481,30 e US$ 488,70 a tonelada na segunda-feira, em comparação com a oscilação entre R$ 478,20 e R$ 485,60 no dia anterior.

Cenário Cambial e Financeiro Internacional

O dólar comercial opera com uma baixa de 0,18%, cotado a R$ 4,8943, enquanto o Dollar Index recua 0,02% para 102,54 pontos. Indicadores financeiros globais indicam um fechamento positivo nas principais bolsas da Ásia, com Xangai registrando +0,05% e Tóquio, +1,41%. Na Europa, as bolsas operam de forma mista, com Paris -0,04%, Frankfurt +0,42% e Londres mantendo-se estável. Quanto ao petróleo, as cotações estão mais baixas, com o WTI para janeiro recuando 0,09% para US$ 72,40 o barril.

Fonte: Portal do Agronegócio

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