Publicado em: 13/05/2024 às 10:30hs
O mercado de soja brasileiro enfrenta um início de semana com expectativas de pouca atividade e pressão sobre os preços nas principais regiões do país. Os contratos futuros em Chicago e a desvalorização do dólar contribuem para desencorajar os negociadores.
Apesar de um movimento mais otimista na sexta-feira passada, não foram relatadas grandes transações comerciais. Segundo a Safras Consultoria, os produtores aguardam por melhores cotações, especialmente após os recentes aumentos nos preços da soja.
Em diversas regiões do Brasil, houve variações nos preços da saca de soja. Em Passo Fundo (RS), por exemplo, o valor subiu para R$ 125,50, enquanto em Cascavel (PR) chegou a R$ 128,00. Essas flutuações refletem as condições locais de oferta e demanda.
Os contratos futuros de soja em Chicago apresentaram uma queda de 0,36%, sendo cotados a US$ 12,16 1/2 por bushel. Essa queda é atribuída à estimativa de uma colheita recorde de soja nos Estados Unidos para 2024/25, conforme indicado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Segundo o USDA, a safra americana de soja é projetada em 4,450 bilhões de bushels, com estoques finais estimados em 445 milhões de bushels. Esses números superaram as expectativas do mercado, o que contribuiu para a pressão nos preços.
Os prêmios de exportação da soja nos portos brasileiros apresentaram uma leve alta, acompanhando os ganhos em Chicago. No entanto, a movimentação permaneceu moderada, apesar da demanda chinesa.
O dólar comercial opera em queda, cotado a R$ 5,1364, enquanto as principais bolsas da Ásia e da Europa apresentam desvalorização. Por outro lado, os preços do petróleo registram uma leve alta, com o barril do WTI para junho cotado a US$ 78,78.
Fonte: Portal do Agronegócio
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