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Soja

Soja sobe no Brasil com alta em Chicago e melhora no ritmo de comercialização no início de julho

Recuperação dos futuros da soja na Bolsa de Chicago, prêmios firmes nos portos e maior demanda internacional impulsionam preços internos, mesmo com dólar em baixa.


Publicado em: 10/07/2026 às 18:40hs

Soja sobe no Brasil com alta em Chicago e melhora no ritmo de comercialização no início de julho

O mercado brasileiro de soja ganhou força no início de julho com a recuperação dos contratos futuros na Bolsa de Chicago (CBOT). A valorização internacional, combinada com prêmios de exportação sustentados e maior interesse de compradores e vendedores, elevou as referências internas e acelerou o ritmo de comercialização da oleaginosa.

Apesar da perda de valor do dólar frente ao real, o cenário externo mais favorável garantiu suporte às cotações brasileiras, estimulando novas negociações entre produtores, tradings e indústrias.

Chicago impulsiona preços da soja no mercado brasileiro

A valorização da soja em Chicago foi determinante para a melhora das cotações domésticas.

Entre o início da semana e a manhã de sexta-feira, os contratos futuros com vencimento em novembro — referência mais negociada na CBOT — avançaram cerca de 3%, passando de US$ 11,47 3/4 por bushel para US$ 11,81 3/4 por bushel.

O movimento positivo no mercado internacional trouxe reflexos diretos nos principais polos de comercialização do Brasil.

Confira a evolução dos preços da saca de 60 quilos:

  • Passo Fundo (RS): alta de R$ 131,50 para R$ 135,00;
  • Cascavel (PR): avanço de R$ 126,50 para R$ 130,00;
  • Rondonópolis (MT): valorização de R$ 117,00 para R$ 122,00;
  • Porto de Paranaguá (PR): aumento de R$ 137,50 para R$ 141,00.
Clima nos Estados Unidos e demanda chinesa sustentam Chicago

A recuperação dos contratos futuros em Chicago foi influenciada inicialmente pelas preocupações com o clima no cinturão produtor dos Estados Unidos.

Boletins meteorológicos indicando uma forte onda de calor sobre regiões produtoras norte-americanas impulsionaram os preços no começo da semana, diante do receio de impactos sobre o desenvolvimento das lavouras.

Ao longo dos dias, o fator climático perdeu intensidade, mas outros elementos passaram a sustentar o mercado.

Um dos principais suportes veio da retomada da demanda chinesa pela soja dos Estados Unidos, movimento relacionado ao acordo comercial firmado entre Washington e Pequim.

Relatos de operadores do mercado e anúncios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmaram novas compras chinesas da oleaginosa norte-americana, fortalecendo as expectativas de maior fluxo comercial.

Petróleo e tensões geopolíticas também favorecem commodities agrícolas

Outro fator que contribuiu para a valorização da soja foi a recuperação dos preços do petróleo durante a semana.

O mercado energético voltou a ganhar força diante da retomada das preocupações geopolíticas no Oriente, após um período de redução das tensões.

A valorização do petróleo ajudou a sustentar diversas commodities agrícolas, ampliando o movimento positivo nos mercados internacionais.

Comercialização de soja ganha ritmo no Brasil

Com a melhora dos preços internos, produtores brasileiros passaram a encontrar melhores oportunidades para avançar nas vendas.

Segundo analistas, a combinação entre Chicago fortalecido, prêmios de exportação firmes e maior demanda externa criou um ambiente mais favorável para negócios no início de julho.

Mesmo com a volatilidade cambial limitando parte dos ganhos, o mercado brasileiro acompanha com atenção os próximos movimentos internacionais, especialmente relacionados ao clima nos Estados Unidos, à demanda chinesa e ao comportamento dos fundos investidores.

A expectativa é que a sustentação dos preços internacionais continue sendo um dos principais fatores para definir o ritmo da comercialização da soja brasileira nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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