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Soja

Soja segue firme, mas vendas perdem ritmo no Brasil após encontro entre Trump e Xi

Exportações programadas dos Estados Unidos dão suporte ao mercado, enquanto a colheita norte-americana, as chuvas previstas e os próximos passos comerciais entre Washington e Pequim mantêm Chicago sem direção definida.


Publicado em: 25/09/2026 às 16:00hs

Soja segue firme, mas vendas perdem ritmo no Brasil após encontro entre Trump e Xi

O mercado da soja chega ao fim da semana com preços firmes, mas poucas negociações no Brasil. Na Bolsa de Chicago, as cotações oscilaram nos últimos dias sem estabelecer uma tendência clara. Segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, os operadores acompanham as exportações programadas dos Estados Unidos, o avanço da colheita norte-americana e os desdobramentos do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, realizado na quinta-feira (24). SAFRAS & Mercado

Comércio entre Estados Unidos e China segue no radar da soja

O encontro entre os presidentes terminou com uma prorrogação de dois meses da trégua comercial entre os países, segundo autoridades norte-americanas ouvidas pela Reuters. Permanecem em negociação questões como tarifas e compras chinesas de produtos dos Estados Unidos. Por isso, o mercado de soja ainda aguarda medidas mais específicas para avaliar os efeitos sobre a demanda e os preços. Reuters

Silveira afirma que mudanças nas tarifas poderiam provocar uma reação das cotações. Essa possibilidade, porém, depende do conteúdo de eventuais decisões comerciais; a reunião, por si só, não define uma nova direção para Chicago.

Colheita nos EUA avança, e previsão de chuva exige atenção

A colheita da soja norte-americana prossegue sem grandes dificuldades, conforme a avaliação da Safras & Mercado. A previsão de mais chuva nas próximas semanas passou, entretanto, a ser acompanhada pelos operadores por seu possível efeito sobre o ritmo dos trabalhos de campo.

Ao mesmo tempo, os volumes de exportação programados pelos Estados Unidos ajudam a sustentar as cotações. A combinação entre demanda externa, entrada da nova safra e condições climáticas explica parte das oscilações recentes na Bolsa de Chicago. SAFRAS & Mercado

No Brasil, preços firmes encontram baixa liquidez

No mercado brasileiro, os preços tiveram variações pequenas e em direções diferentes entre as praças, enquanto o volume de negócios permaneceu reduzido. Segundo Silveira, a comercialização avançou nos últimos dois meses, diminuindo a necessidade imediata de novas vendas.

O analista também aponta o volume já direcionado aos portos como um fator de acomodação do mercado. Com isso, parte dos produtores concentra agora a atenção no plantio da safra 2026/27. Nos próximos dias, o ritmo da colheita nos Estados Unidos e eventuais definições sobre o comércio com a China devem continuar influenciando Chicago e as oportunidades de negociação no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

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