Soja

Soja opera estável em Chicago nesta 3ª feira e mercado segue se ajustando antes do USDA

Perto de 7h40 (horário de Brasília), os preços perdiam pouco mais de 2 pontos entre os principais contratos, com o novembro/18 valendo US$ 8,67 por bushel


Publicado em: 09/10/2018 às 10:50hs

Soja opera estável em Chicago nesta 3ª feira e mercado segue se ajustando antes do USDA

Segue a estabilidade entre os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago. No pregão desta terça-feira (9), o mercado internacional ainda trabalhava com oscilações bastante tímidas e, na manhã de hoje, testando mais leves baixas.

Perto de 7h40 (horário de Brasília), os preços perdiam pouco mais de 2 pontos entre os principais contratos, com o novembro/18 valendo US$ 8,67 por bushel. O maio/19, que serve como referência para a safra do Brasil, valia US$ 9,05 por bushel.

Bem ligados aos fundamentos da soja, os traders seguem focados nas chuvas excessivas que ainda chegam ao Meio-Oeste dos EUA, comprometendo o avanço da colheita. Ainda assim, continuam a ver boas condições das lavouras até este momento, mas já preocupados com uma perda de qualidade dos grãos que seguem nos campos.

Hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz seu novo boletim semanal de acompanhamento de safras atualizando o estado das plantações e o percentual de área colhida. Devido ao Columbus Day ontem, os números sairão hoje. As expectativas variam de 32% a 35% para a soja.

No paralelo, o mercado também já se ajusta ao novo relatório mensal de oferta e demanda que o USDA traz na quinta-feira, 11. E assim, segue se comportando de forma técnica, sem muitas variações intensas.

Atenção também ao desenvolvimento do planti no Brasil e ao dólar, que mudou o sinal depois do resultado das eleições no Brasil no último domingo.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Preços da soja caem no Brasil nesta 2ª com dólar e travam negócios no mercado nacional

As baixas para os preços da soja no mercado brasileiro variaram de 0,67% a 4% nesta segunda-feira (8) sentindo a agressiva pressão do dólar, que despencou frente ao real depois do resultado do primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil.

Nos portos, Rio Grande se destacou com baixas de mais de 2%, levando o disponível a R$ 91,50 por saca e a referência novembro/18 a R$ 93,00 por saca. Em Paranaguá, estabilidade nos R$ 95,00 no spot e nos R$ 85,00 para a safra nova.

Além dos preços em queda, os negócios também ficaram travados no mercado nacional nesta segunda diante dessa movimentação do câmbio e apesar de novas altas sendo registradas nos prêmios pagos pela soja brasileira. Os vendedores se retraíram vendo as cotações cederem de forma significativa.

E esse tem sido um movimento que já aparecia no mercado nacional na última semana, segundo uma análise do Cepea.

"Nesse cenário, as negociações travaram nos últimos dias tanto no mercado spot quanto para contratos, devido à desvalorização do dólar. No spot, compradores se retraíram, à espera de redução de preços, principalmente devido à diminuição das margens de esmagamento. Do lado vendedor, os baixos estoques e o semeio da nova safra também afastam esses agentes do mercado", avaliam os analistas da instituição.

Nesta segunda, a moeda norte-americana cedeu 2,35% para fechar com R$ 3,7662, registrando seu menor nível desde 8 de agosto e marcando a maior queda percentual, segundo a Reuters, desde 8 de junho. Na mínima do dia, a divisa bateu em R$ 3,70.

"O desempenho de Bolsonaro no primeiro turno o mantém como favorito na disputa, seja pela votação recebida --muito próxima dos 50 por centoseja pelo quadro das disputas nos Estados ou ainda pela equiparação de armas na campanha de segundo turno", escreveu a corretora XP investimentos.

Bolsa de Chicago

Em dia de feriado nos EUA - de Columbus Day -, mas em que as bolsas funcionam, e em início de semana de novo relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam o dia com estabilidade.

Os futuros da oleaginosa terminaram o dia com leves altas de 0,25 a 0,75 ponto e o novembro/18 cotado a US$ 8,69 por bushel. Já o maio/19, referência para a nova safra do Brasil, ficou com US$ 9,07.

Os participantes do mercado optaram por dar início a esta semana atuando com cautela e ainda na busca por uma definição de direção para os preços. As atenções seguem divididas entre o clima e as condições para a colheita no Corn Belt, bem como nessa espera pelo USDA da próxima quinta-feira, 11 de outubro.

Além disso, a falta dos boletins de embarques semanais e de acompanhamento de safras que também não chegaram nesta segunda em função do feriado deixaram o mercado mais morno na CBOT.

Outro fator que também foi comentado em Chicago foi a força de Jair Bolsonaro nas eleições brasileiras e os impactos sobre o mercado financeiro, como explicaram analistas do portal Farm Futures. Sua relação com a movimentação do dólar deve, de fato, mexer com o ritmo de negócios no Brasil e, consequentemente, com as cotações na Bolsa de Chicago.

Fonte: Notícias Agrícolas

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