Publicado em: 27/03/2026 às 16:00hs
A comercialização da soja no Brasil seguiu limitada ao longo da semana, com poucas oscilações nos preços. Em alguns momentos, houve melhora nas cotações, impulsionada por picos na Bolsa de Chicago e pela valorização do dólar.
Mesmo assim, os produtores optaram por negociar apenas volumes reduzidos, aproveitando oportunidades pontuais, o que manteve o ritmo de negócios moderado.
No cenário externo, o conflito no Oriente Médio continua sendo um dos principais direcionadores do mercado. A alta do petróleo, reflexo direto das tensões geopolíticas, levanta preocupações sobre o aumento dos custos de produção agrícola.
Esse fator pode impactar diretamente as decisões de plantio, especialmente nos Estados Unidos, onde produtores avaliam a viabilidade econômica da próxima safra.
O mercado aguarda com expectativa o relatório de intenção de plantio do USDA, previsto para divulgação na terça-feira (31), às 13h.
A expectativa é de aumento na área destinada à soja em 2026, superando tanto o ciclo anterior quanto a estimativa inicial apresentada em fevereiro durante o Fórum Anual do departamento.
Levantamento da Reuters aponta que o mercado projeta uma área de 85,55 milhões de acres. No ano passado, foram semeados 81,22 milhões de acres. As estimativas variam entre 84,25 milhões e 86,5 milhões de acres.
Caso confirmado, o número ficará acima dos 85 milhões de acres indicados anteriormente pelo USDA, mas ainda abaixo da área prevista para o milho, estimada em 94,37 milhões de acres.
Além da área de plantio, o mercado também acompanha a divulgação dos estoques trimestrais norte-americanos, com posição em 1º de março.
A expectativa é de estoques em 2,077 bilhões de bushels, acima do registrado no mesmo período do ano anterior, quando o volume era de 1,911 bilhão. Em dezembro, os estoques estavam em 3,29 bilhões de bushels.
Outro fator relevante no radar do mercado é o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping.
A Casa Branca confirmou que Trump visitará Pequim nos dias 14 e 15 de maio para retomar as negociações com o governo chinês.
A viagem havia sido adiada anteriormente devido ao envolvimento dos Estados Unidos no conflito com o Irã, mas foi remarcada mesmo com as tensões ainda em curso.
O mercado internacional aposta que o encontro entre as duas maiores economias do mundo possa resultar em avanços nas negociações comerciais.
Nesse contexto, cresce a expectativa de que a China volte a intensificar as compras de soja dos Estados Unidos, movimento que pode influenciar diretamente os preços globais e o fluxo de exportações.
Resumo:
Apesar da estabilidade no mercado brasileiro, o cenário internacional segue como principal vetor de direção para a soja, com destaque para o relatório do USDA, os estoques americanos e as negociações entre Estados Unidos e China.
Fonte: Portal do Agronegócio
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