Publicado em: 18/02/2026 às 11:00hs
Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago registraram oscilações nesta quarta-feira (18), refletindo ajustes técnicos e a influência dos derivados do grão. As cotações seguiram o ritmo positivo do óleo de soja e do petróleo, que apresentaram alta superior a 1%, impulsionando o sentimento comprador no início do pregão.
Por volta das 6h50 (horário de Brasília), o contrato de março era negociado a US$ 11,42 por bushel, enquanto o vencimento de maio alcançava US$ 11,57 por bushel, com ganhos entre 6,25 e 8,25 pontos. O movimento foi sustentado também pela valorização do farelo, que se recuperou das baixas do pregão anterior.
Os traders permanecem atentos às Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e ao Outlook Forum, evento que ocorre entre quinta (19) e sexta-feira (20), e deve apresentar as primeiras projeções não oficiais para a safra 2026/27 dos Estados Unidos.
Além disso, há expectativa de retomada da demanda da China após o feriado do Ano Novo Lunar, o que poderia fortalecer as exportações norte-americanas. Esse cenário ajuda a manter o suporte para os preços, mesmo diante de oscilações pontuais nas bolsas.
Apesar do início positivo, o pregão encerrou com variações moderadas. O contrato de soja para março recuou 0,09%, equivalente a 1 centavo de dólar, encerrando o dia a 1.134,00 cents por bushel. O vencimento de maio também registrou leve baixa de 0,07%, fechando em 1.148,75 cents por bushel.
Entre os derivados, o farelo de soja caiu 1,10%, negociado a US$ 305,8 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja subiu 0,37%, a 57,3 centavos de dólar por libra-peso, limitando perdas mais expressivas no complexo.
No comércio exterior, o complexo soja brasileiro encerrou 2025 com estabilidade em valor e avanço em volume, conforme dados do Ministério da Economia do Brasil, via ComexStat, compilados pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais.
As exportações totalizaram US$ 43,5 bilhões no ano, um aumento de 1% em relação aos US$ 42,9 bilhões de 2024. Em volume, os embarques somaram 108,1 milhões de toneladas, crescimento de 9% frente às 98,8 milhões de toneladas do ano anterior.
Entretanto, o preço médio anual da soja caiu 7%, passando de US$ 435 para US$ 402 por tonelada, reflexo de uma maior oferta global e da pressão sobre as cotações internacionais ao longo do período.
Fonte: Portal do Agronegócio
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