Publicado em: 11/02/2026 às 10:20hs
Mesmo com a safra marcada por oscilações climáticas e períodos de estresse abiótico, lavouras de soja no Mato Grosso têm mantido produtividade e bom desempenho vegetativo. Essa é uma das conclusões do Soybean Tour Brazil, roteiro técnico promovido pela Elicit Plant Brasil, que percorreu na última semana diferentes regiões produtoras do estado para avaliar o comportamento da cultura diante das variações de clima e manejo.
A equipe técnica da Elicit Plant visitou propriedades rurais, áreas experimentais e empresas do setor em municípios estratégicos, incluindo Sorriso, Vera, Nova Mutum, Diamantino, Cuiabá, Campo Verde, Primavera do Leste, Itiquira e Rondonópolis.
Durante as visitas, foram analisadas lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento, considerando o histórico de manejo, a pressão de doenças e as variações regionais do clima. A ação teve como objetivo identificar padrões de desempenho e avaliar as respostas fisiológicas das plantas em ambientes distintos.
Segundo Felipe Sulzbach, responsável pelas operações da Elicit Plant Brasil, o roteiro evidenciou lavouras com estrutura vegetativa equilibrada e boa formação de vagens, mesmo em áreas que enfrentaram períodos de déficit hídrico ou baixa luminosidade.
“Em diferentes regiões, observamos plantas com vagens bem formadas e enchimento uniforme, inclusive em áreas que passaram por situações de estresse climático. Isso mostra a capacidade de sustentação da carga produtiva mesmo diante de condições adversas”, destacou Sulzbach.
O roteiro também permitiu comparar lavouras conduzidas sob diferentes estratégias de manejo. Em áreas com maior pressão de doenças, chamou atenção a preservação da área foliar e a capacidade das plantas de sustentar a produtividade até fases mais avançadas do ciclo, resultado atribuído ao uso de tecnologias que favorecem o equilíbrio fisiológico da soja.
De acordo com Karol Czesluniak, gerente de desenvolvimento da Elicit Plant Brasil, a safra de soja enfrentou uma combinação de fatores climáticos que afetaram o desenvolvimento das plantas. “Tivemos um início de ciclo com déficit hídrico, seguido de excesso de chuvas e longos períodos de baixa luminosidade, além de variações bruscas de temperatura. Esse conjunto de condições impôs desafios fisiológicos importantes à cultura”, explicou.
Czesluniak ressaltou que a capacidade da planta de manter equilíbrio metabólico mesmo sob estresse é determinante para o enchimento de grãos e a estabilidade da produtividade.
Entre as tecnologias avaliadas nas áreas visitadas está o Elizon, produto à base de fitoesteróis — moléculas naturais extraídas de plantas que estimulam o metabolismo vegetal e ajudam a reduzir os efeitos de estresses causados por falta de água, excesso de calor ou luminosidade reduzida.
Segundo a Elicit Plant, o uso da tecnologia tem apresentado resultados consistentes em diferentes regiões do país. “Com base em avaliações de campo, observamos incremento médio de cerca de cinco sacas por hectare, o que representa ganhos de 7% a 8%, dependendo das condições de manejo e do ambiente”, destacou Czesluniak.
Os resultados do roteiro reforçam o papel das tecnologias de indução fisiológica no manejo de estresses climáticos, especialmente em regiões como o Mato Grosso, onde a produção de soja ocorre predominantemente em regime de sequeiro.
As práticas observadas durante o Soybean Tour Brazil indicam que o uso de soluções biotecnológicas pode aumentar a resiliência das lavouras, garantir maior estabilidade produtiva e contribuir para uma agricultura mais sustentável e eficiente.
Após a etapa em Mato Grosso, o Soybean Tour Brazil segue nesta semana para novas agendas técnicas nos estados de São Paulo e Paraná, ampliando o acompanhamento da safra 2025/26 e integrando análises sobre desempenho agronômico, condições climáticas e manejo em diferentes realidades produtivas do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
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