Publicado em: 30/04/2024 às 11:00hs
O mercado de soja apresentou estabilidade na manhã desta terça-feira (30) em Chicago, apesar de variações distintas entre os produtos associados, como óleo e farelo de soja. Enquanto o farelo registrou alta de 1%, o óleo de soja sofreu uma queda intensa, com mais de 2% nas posições mais negociadas. A soja em si mostrou leve retração, devolvendo as altas do dia anterior. Por volta das 6h50 (horário de Brasília), as quedas variavam entre 1,50 e 4,25 pontos, com o contrato de maio cotado a US$ 11,56 e o de julho a US$ 11,80 por bushel.
O mercado está atento ao andamento da nova safra americana, que tem progredido rapidamente, conforme relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os dados mais recentes, divulgados na tarde de ontem, indicam que a área plantada com soja nos EUA passou de 8% para 18% em uma semana, superando ligeiramente as expectativas do mercado. Mesmo assim, há poucas notícias que possam gerar um impulso significativo no mercado de soja.
O foco continua sendo o comportamento do clima no Meio-Oeste americano, onde a previsão é de chuvas mais bem distribuídas nos próximos dias. Essa tendência é crucial para o sucesso do plantio e o desenvolvimento das culturas. Ao mesmo tempo, a demanda por soja e os cenários macroeconômico e geopolítico são monitorados de perto pelos analistas.
Além disso, esta terça-feira apresenta uma baixa generalizada para quase todas as commodities agrícolas em Chicago. O trigo lidera as perdas, continuando a tendência do dia anterior, com contratos caindo quase 1% por volta das 7h10.
Apesar das oscilações, o mercado de soja parece se manter estável, observando atentamente o avanço do plantio nos Estados Unidos e as condições climáticas. A continuidade das greves na Argentina, um importante produtor de soja, também é um fator a ser considerado, podendo impactar os preços futuros da commodity.
Fonte: Portal do Agronegócio
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