Soja

Soja inicia semana em leve queda na Bolsa de Chicago após feriado nos EUA e avanço da safra brasileira

Tensões geopolíticas e maior cautela dos fundos pressionam cotações; entrada da nova safra do Brasil e foco na demanda chinesa influenciam o mercado


Publicado em: 20/01/2026 às 11:10hs

Soja inicia semana em leve queda na Bolsa de Chicago após feriado nos EUA e avanço da safra brasileira
Foto: CNA
Mercado retoma operações com leves baixas

Após a pausa do feriado de Martin Luther King nos Estados Unidos, o mercado da soja voltou a operar em leve queda nesta terça-feira (20) na Bolsa de Chicago (CBOT). Por volta das 6h55 (horário de Brasília), os contratos da oleaginosa recuavam entre 3 e 3,50 pontos, com o vencimento março cotado a US$ 10,54 e o maio a US$ 10,65 por bushel.

Segundo análise do Grupo Labhoro, o movimento de baixa reflete um ambiente de incerteza global e de cautela entre os investidores.

Tensões geopolíticas ampliam incertezas

Entre os fatores que pressionam o mercado estão as tensões geopolíticas recentes, envolvendo Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia, além de preocupações dentro da União Europeia e da possibilidade de uma nova guerra tarifária.

Esses eventos aumentam a aversão ao risco e contribuem para uma postura mais conservadora dos fundos de investimento nos mercados agrícolas.

Fundos adotam postura mais cautelosa

O relatório semanal Commitment of Traders (COT), divulgado na última sexta-feira (16), mostrou uma redução expressiva nas posições compradas líquidas de soja, que passaram de 65.807 para 19.985 contratos — o menor nível desde outubro.

Esse movimento indica uma diminuição das expectativas de valorização do grão, com os gestores ajustando suas apostas em meio ao cenário global incerto.

Nova safra brasileira pressiona os preços

Outro fator que contribui para o enfraquecimento das cotações é o avanço da colheita da nova safra de soja no Brasil, que aumenta a oferta global.

A entrada do produto brasileiro no mercado internacional ocorre em paralelo à conclusão das safras em outros países da América do Sul, especialmente na Argentina, onde o clima quente e seco ainda desperta atenção dos analistas.

China deve migrar para soja brasileira

O comportamento da demanda chinesa também é acompanhado de perto.

A China, principal importadora mundial da oleaginosa, mantém parte das suas compras nos Estados Unidos, mas a expectativa é de que volte a priorizar a soja brasileira, que tende a ser mais competitiva no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias
/* */ --