Publicado em: 16/03/2018 às 10:50hs
O mercado da soja na Bolsa de Chicago, nesta sexta-feira (16), estende seu movimento positivo e segue operando em alta pela terceira sessão consecutiva. Os futuros da commodity subiam entre 5,25 e 6,25 pontos, com o maio/18 valendo US$ 10,46 por bushel. O julho e o agosto já buscavam os US$ 10,60 de volta.
Segundo explicam analistas internacionais, os traders voltam seus olhos para os novos números da demanda, princpalmente com as boas vendas semanais americanas reportadas ontem pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e nas novas estimativas de safra para a Argentina.
Ainda nesta quinta, a Bolsa de Rosario reduziu sua projeção de 46,5 milhões para 40 milhões de toneladas para a colheita da soja e ajudou a motivar os ganhos na CBOT. Além disso, como disse o analista Terry Reilly, da consultoria Future International, "já há autoridades argentinas indicando que a colheita poderia ficar, inclusive, abaixo das 40 milhões de toneladas", e isso também deverá continuar a ser acompanhado pelos players do mercado.
"A América do Sul, com a disponibilidade da soja em crescimento no decorrer da colheita no Brasil e Argentina, ainda assim perde algum espaço para as novas compras da oleaginosa dos Estados Unidos. Este movimento não é comum em dado período do ano, uma vez que o grão sul-americano disponível para exportação é mais barato que as ofertas estadunidenses. No entanto, a AgResource (ARC) lembra que desde novembro do ano passado o Brasil se mostra um ativo competidor de vendas de soja disponível, quando o "foco da vez" deveria ter sido as vendas provenientes da recém colhida safra norte americana", diz o reporte diário da AgResource Mercosul (ARC).
Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:
Soja: Mercado foca demanda intensa e fecha em alta nesta 5ª; Paranaguá vai a R$ 80
O mercado da soja negociado na Bolsa de Chicago trabalhou durante todo o dia em campo positivo nesta quinta-feira (14) e fechou o pregão com os principais vencimentos subindo entre 6 e 8,50 pontos. Assim, o maio/18 - o contrato mais negociado nesse momento - conseguiu encerrar com US$ 10,40 por bushel.
Segundo explicaram analistas internacionais, depois de bater em suas mínimas em três semanas, as cotações voltaram a subir, mais uma vez buscando sua recuperação, e encontrando suporte ainda nos números bons das vendas semanais norte-americanas reportadas nesta quinta pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
Na semana encerrada em 8 de março, os EUA venderam 1.269,6 milhão de toneladas de soja da safra 2017/18, contra expectativas que variavam de 800 mil a 1,2 milhão de toneladas. Embora o volume seja 49% menor do que o da semana anterior, é 30% maior do que o da média das últimas quatro semanas. A maior parte continua a ser adquirida pela China. No acumulado do ano comercial, as vendas americanas já somam 49.274,6 milhões de toneladas, contra mais de 53,3 milhões do ano passado, nesse mesmo período.
Da safra 2018/19, os EUA venderam 77,4 mil toneladas da oleaginosa, sendo a maior parte adquirida por destinos não revelados.
"Os números sólido das exportações americanas deram espaço para que a soja pudesse recuperar boa parte das baixas do pregão anterior", diz o analista internacional Ben Potter, do site americano Farm Futures.
Ainda do lado da demanda, os números da NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas) também trouxeram dados mostrando o esmagamento de soja nos EUA acima das expectativas dos traders e que ajudaram no suporte às cotações.
Complementando o cenário positivo para os futuros da oleaginosa, a Bolsa de Comércio de Rosario trouxe uma nova baixa em suas estimativas sobre a safra de soja da Argentina. O número caiu para 40 milhões de toneladas, contra 46,5 milhões estimados em 22 de fevereiro.
Preços no Brasil
A quinta-feira foi de estabilidade na maior parte das principais praças de comercialização do Brasil, apesar das altas observadas na Bolsa de Chicago. Os destaques, porém, ficaram por conta dos portos.
Em Paranaguá, a soja disponível fechou com R$ 80,00, tal qual a referência maio/18, com altas de 2,56%. Já em Rio Grande, os últimos indicativos foram de R$ 78,20 e R$ 78,70 por saca, com as cotações subindo, respectivamente, 1,3% e 1,29%.
Fonte: Notícias Agrícolas
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