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Soja: Em recuperação, mercado testa lado positivo da tabela nesta 3ª feira em Chicago

Os futuros da oleaginosa recuperam parte das baixas da sessão anterior e, perto de 8h15 (horário de Brasília), subiam entre 6,25 e 9 pontos, levando o maio/18 de volta aos US$ 10,44 por bushel


Publicado em: 03/04/2018 às 10:50hs

Soja: Em recuperação, mercado testa lado positivo da tabela nesta 3ª feira em Chicago

O mercado da soja trabalha em campo positivo no pregão desta terça-feira (3) na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa recuperam parte das baixas da sessão anterior e, perto de 8h15 (horário de Brasília), subiam entre 6,25 e 9 pontos, levando o maio/18 de volta aos US$ 10,44 por bushel.

Apesar da recuperação técnica, as preocupações com a guerra comercial entre China e Estados Unidos ainda limitam o avanço das cotações. Embora a soja ainda não seja um alvo dos chineses, as especulações sobre essa possibilidade ainda pesam sobre a formação dos preços.

Uma retomada do petróleo também favorece o avanço dos preços da soja nesta terça. Ontem, uma baixa de mais de 3% na commodity ajudou a pressionar também as cotações da oleaginosa.

Paralelamente, o mercado internacional segue de olho também na conclusão da safra da América do Sul, principalmente nos baixos números da Argentina - que poderia ficar com uma safra de menos de 40 milhões de toneladas - e também nas condições de clima do Corn Belt, já que o plantio da safra 2018/19 começa nas próximas semanas de forma mais expressiva.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Soja recua em Chicago, mas dólar e prêmios puxam preços em até 2% no Brasil nesta 2ª

O acirramento da disputa comercial entre China e Estados Unidos pesou mais severamente sobre as cotações da soja praticadas na Bolsa de Chicago no pregão desta segunda-feira (2) e o mercado - que começou o dia registrando ganhos de mais de 10 pontos entre os principais vencimentos - fechou emn campo negativo.

Os princpais contratos perderam entre 7,75 e 9 pontos, levando o maio/18 a US$ 10,35 por bushel. As posições mais distantes seguem acima dos US$ 10,40, com o agosto/18 ainda buscando os US$ 10,50.

Por outro lado, o dólar voltou a subir nesta segunda-feira, e fechou com R$ 3,3127, com alta de 0,38%. "A semana traz importantes desafios... a única certeza que teremos é a continuidade da 'volatilidade'", escreveu a Correparti Corretora em relatório reportado pela agência de notícia Reuters.

Assim, os preços da soja no mercado brasileiro também foram favorecidos e fecharam o dia com boas altas tanto no interior do país, quanto nos portos do país. Somente nas praças do Rio Grande do Sul e algumas do Paraná, as altas passaram de 2% e as cotações já superam os R$ 70,00 por saca.

Em Ponta Grossa, no estado paranaense, o último indicativo desta segunda foi de R$ 79,00 por saca. Em Castro, estabilidade, mas nos R$ 80,50.

No terminal de Paranaguá, a soja disponível fechou em R$ 81,50 por saca, enquanto em Rio Grande subiu 1,55% para R$ 78,80. Já o produto com referência maio/18 foi a R$ 79,20, com alta de 1,15%.

Além do dólar, os preços no Brasil também têm encontrado suporte nos prêmios. Somente no terminal paranaense, os valores para as principais posições de entrega passam de US$ 1,00 sobre as cotações praticadas na Bolsa de Chicago.

A demanda pela soja brasileira, afinal, se mantém bastante aquecida, já que a competitividade nacional temn sido maior, principalmente, pela melhor qualidade em relação à oleaginosa americana neste momento. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que, de fevereiro a março, as exportações de soja do Brasil tiveram um crescimento de 208%.

Bolsa de Chicago

Em retaliação às tarifas do presidente Donald Trump, a China impôs uma taxa de 25% sobre a carne suína americana. E a soja segue com um outro possível alvo.

De acordo com informações da Reuters internacional, "a China ainda está considerando cortes nas importações de soja dos EUA contra as tarifas impostas por Washington, conforme disse o diretor da Ásia do U.S. Soybean Export Council, Paul Burke, após uma reunião com o Ministério da Agricultura".

Além disso, os números dos embarques semanais norte-americanos, atualizado nesta segunda-feira pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) ficaram dentro das expectativas e foram insuficientes para motivar uma sustentação às cotações.

Na semana encerrada em 29 de março, os EUA embarcaram 542,434 mil toneladas de soja, volume menor do que o da semana anterior, porém, dentro das projeções dos traders de 300 mil a 680 mil toneladas. No acumulado da temporada, os embarques já chegam a 41.482,483 milhões de toneladas contra quase 47 milhões do ano passado, nessa mesma época.

Fonte: Notícias Agrícolas

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