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Soja: Em dia de boletins do USDA, mercado em Chicago mantém sua estabilidade nesta 5ª feira

Na manhã de hoje, por volta de 7h40 (horário de Brasília), os contratos perdiam pouco 1 ponto


Publicado em: 29/03/2018 às 10:30hs

Soja: Em dia de boletins do USDA, mercado em Chicago mantém sua estabilidade nesta 5ª feira

A quinta-feira (29) é de divulgação de novos relatórios do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), no entanto, até que cheguem os números, o mercado da soja segue trabalhando com estabilidade na Bolsa de Chicago. Na manhã de hoje, por volta de 7h40 (horário de Brasília), os contratos perdiam pouco 1 ponto.

Com isso, o maio/18 valia US$ 10,17 por bushel, enqunto o agosto perdia os US$ 10,30 e vinha negociado a US$ 10,29 por bushel.

Após a chegada dos dados atualizados, porém, analistas internacionais acreditam que a movimentação possa ser mais intensa entre os mercados dos grãos. "Historicamente, os mercado passam por experiências de volatilidade depois da divulgação dos boletins", informou o reporte diário da Allendale, Inc.

E essa volatilidade poderia ser, ainda de acordo com analistas, mais intensa diante do fim de semana prolongado para o mercado. Nesta sexta-feira - Santa e, por isso, feriado - as bolsas americanas não funcionam. Os negócios serão retomados na segunda-feira (2).

Os dados mais esperados nesta quinta são dos estoques trimestrais americanos em 1º de março e os de intenção de plantio para a temporada 2018/19. Ambos deverão trazer números elevados para a soja e podem exercer severa influência sobre as cotações.

Ainda hoje, o USDA traz também seu tradicional reporte de vendas semanais para exportação. Os traders esperam que os números da soja fiquem entre 600 mil e 900 mil toneladas, o farelo entre 150 mil e 350 mil e o óleo entre 15 mil e 60 mil toneladas.

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Soja em Chicago fecha o dia com estabilidade mesmo esperando área e estoques maiores nos EUA

O mercado internacional da soja trabalhou com estabilidade durante toda a sessão desta quarta-feira (28) na Bolsa de Chicago e encerrou os negócios com pequenas baixas entre as principais posições. Apesar de registrarem oscilações tímidas, os contratos testaram os dois lados da tabela durante todo o dia.

Com isso, o vencimento maio/18 fechou com US$ 10,18 por bushel, caindo 1,50 ponto, enquanto os demais também cederam entre 1,50 e 2,75 pontos. O agosto/18 fechou em US$ 10,30.

Os traders seguem esperando por uma direção para os negócios com a chegada dos novos relatórios que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta quinta-feira. Há quem acredite, no entanto, que o efeito das informações possa ser passageiro.

"Os estoques amanhã poderão ser mais um fator do que exercer impacto de números concretos. Os números atualizados em junho podem causar um impacto vem maior no mercado", diz o analista de mercado Karl Setzer da MaxYield Cooperative em entrevista à Reuters Internacional.

As expectativas do mercado para os estoques da oleaginosa têm média de 55,57 milhões de toneladas, e trabalham em um intervalo de 50,89 a 57,42 milhões de toneladas. Em 1º de março de 2017, os números eram de 47,33 milhões de toneladas e, em 1º de dezembro de 2017 ficaram em 85,92 milhões de toneladas.

Por outro lado, como explicou o analista de mercado da Agrinvest Commodities, os dados de intenção de plantio que o USDA traz nesta quinta podem mexer com o andamento das cotações na CBOT. Historicamente, como explica o executivo, o dia da divulgação do relatório costuma ser um dia de movimentação intensa e volatilidade entre as cotações na Bolsa de Chicago, que podem se estender pelas próximas sessões.

A média esperada entre os analistas para a área de soja é de 36,79 milhões de hectares, em um intervalo de 36,38 a 37,27 milhões. Da mesma forma, a média esperada para o milho é de 36,14 milhões de hectares, com as projeções variando de 35,77 a 36,83 milhões de hectares.

Até a chegada dos novos dados, o mercado ajusta suas posiões, mas não deixa de acompanhar a conclusão da safra da América do Sul, com os números do Brasil voltando a chamar a atenção no cenário internacional. A consultoria Agroconsult trouxe sua nova projeção para a colheita nacional com o número de 118,9 milhóes de toneladas.

A guerra comercial entre China e Estados Unidos também mantém seu espaço nos radares dos traders, mesmo sem que a soja seja um alvo claro no meio da disputa. De acordo com informações de publicação internacional Global Times, "a China irá em breve anunciar uma lista de tarifas retaliatórias sobre exportações dos Estados Unidos para a China para rebater uma esperada divulgação dos EUA de novas tarifas sobre as importações chinesas".

Preços no Brasil

A quarta-feira (28) foi de ligeiras movimentações aos preços da soja praticados no mercado brasileiro. Conforme levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, o preço subiu 1,64% em Campo Novo do Parecis (MT) e a saca fechou o dia a R$ 62,00.

Ainda em Mato Grosso, na praça de Tangará da Serra, o ganho ficou em 1,61%, com a saca a R$ 63,00. No oeste da Bahia, a valorização foi de 1,15%, com a saca da soja a R$ 65,75. E em Cascavel (PR), o ganho ficou em 0,72% e a saca a R$ 70,00.

Fonte: Notícias Agrícolas

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