Publicado em: 27/03/2018 às 10:10hs
O mercado da soja, na sessão desta terça-feira (27), segue trabalhando com algumas altas na Bolsa de Chicago, porém, se mantém em compasso de espera. Com novos números que chegam do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no final desta semana, os traders seguem ajustando suas posições.
Dessa forma, por volta de 7h45 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 3,75 e 4,25 pontos, com o maio/18 sendo negociado a US$ 10,29 por bushel. O vencimento setembro/18 se mantinha acima dos US$ 10,30.
Os números de estoques trimestrais norte-americanos são ansiosamente aguardados pelos participantes do mercado, porém, as atenções estão ainda mais voltadas para os dados das áreas de plantio nos EUA. Segundo explicam analistas, a área de soja deverá ser maior do que a de milho nesta temporada e, confirmada, poderia vir a pesar sobre as cotações.
No quadro paralelo, o mercado se atenta também aos desdobramentos da guerra comercial entre China e Estados Unidos - que ainda não viu a soja americana se tornar um alvo oficial do governo chinês, mas segue especulando sobre o caso - e à conclusão da safra na América do Sul.
No Brasil, já há quase 70% da área colhida até este momento, segundo a última estimativa da consultoria Datagro, com uma projeção de colheita acima dos 116 milhões de toneladas. Na Argentina, algumas chuvas têm chegado às regiões produtoras que vinham sofrendo com uma das piores secas dos últimos 30 anos, porém, tarde e ainda limitadas para trazer um alívio expressivo após as perdas causadas pelo clima.
Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:
Soja: Mercado segue ajustando posições antes do USDA e fecha na estabilidade nesta 2ª
Na sessão desta segunda-feira (26), o mercado da soja terminou o dia com estabilidade na Bolsa de Chicago, porém, passando para o lado negativo da tabela. Os futuros da oleaginosa, após registrarem bons ganhos no início do dia, terminaram a sessão perdendo entre 0,50 e 2 pontos, com o maio/18 sendo negociado a US$ 10,26 por bushel.
A semana, que é mais curta para os negócios em função do feriado da Sexta-Feira Santa, deverá ser também mais volátil, com o mercado se posicionando antes dos novos números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos traz na quinta-feira (29).
"A semana curta, relatórios do USDA e os ajustes de posições típicos de final de mês poderão trazer alguma volatilidade para estes próximos dias", diz o boletim diário da Allendale, Inc.
O departamento norte-americano de agricultura chega com novos dados dos estoques trimestrais dos EUA e com as primeiras projeções oficiais para a área de plantio da nova safra, começando a mudar a atenção do mercado para o início da temporada 2018/19 dos Estados Unidos.
Ademais, as chuvas no último final de semana ficaram aquém do esperado na Argentina. Os volumes seguem baixos e a abrangência ainda bastante limitada, o que ajuda a dar algum suporte às cotações.
Além disso, o mercado também não conta com nenhuma novidade "mais grave" nas últimas horas sobre uma possível retaliação chinesa à soja americana.
E os números dos embarques semanais norte-americanos divulgados nesta segunda pelo USDA vieram dentro das expectativas do mercado e também pouco influenciaram no andamento das cotações.
Na semana encerrada em 22 de março, os EUA embarcaram 584,612 mil toneladas de soja, volume ligeiramente maior do que o da semana anterior, e dentro das expectativas do mercado, que variavam de 440 mil a 630 mil toneladas. No acumulado do ano comercial, os embarques já somam 40.814,437 milhões de toneladas, contra mais de 46,3 milhões do ano passado, nesse mesmo período.
Clima na América do Sul
Chuvas expressivas foram observadas sobre quase toda o Sul do Brasil, neste fim de semana. A região regada também cobriu grande parte do Mato grosso, zonas pontuais de Goiás e quase todo o MATOPIBA.
A região nordeste da Argentina juntamente com a província de Buenos Aires, também presenciaram totais acima dos 25 mm acumulados no sábado e domingo. Agora, para os próximos 5 dias, as precipitações se restringem sobre a Argentina e são repelidas nos estados de Minas Gerais, Goiás, norte de São Paulo e oeste da Bahia.
Uma massa de ar quente de alta pressão que se estabelece sobre tais regiões, dificulta a chegada de chuvas.
Esse padrão de céu aberto e chuvas escassas deverá durar sobre as áreas citadas até a segunda semana de abril, quando uma nova rodada de chuvas volta a cobrir todo o Centro e Norte do Brasil.
Fonte: Notícias Agrícolas
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