Soja

Soja continua em alta na bolsa de Chicago impulsionada pelo milho, trigo e queda do dólar

Recuperação do mercado de soja acompanha movimentos de outras commodities e desvalorização do câmbio


Publicado em: 02/05/2024 às 10:50hs

Soja continua em alta na bolsa de Chicago impulsionada pelo milho, trigo e queda do dólar

O mercado de soja continuou a apresentar alta na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (2), seguindo a tendência de valorização vista no pregão anterior. O analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities, atribui parte desse movimento à desvalorização do dólar. "A soja voltou de suas mínimas e a queda do dólar é certamente um dos motivos da recuperação", explica. Ele acrescenta que as altas nas bolsas de valores e a melhora na classificação de crédito do Brasil pela Moody's contribuem para a valorização da soja e do milho brasileiros.

Por volta das 7h05 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa subiam entre 8 e 11,25 pontos. O contrato para maio era cotado a US$ 11,67 por bushel, enquanto o contrato para julho estava a US$ 11,80 por bushel. Além disso, a soja seguia as altas superiores a 1% do milho e quase 2% do trigo na Bolsa de Chicago, reforçando a sequência de ganhos observada nos últimos dias.

Clima Favorável e Rápido Avanço do Plantio nos EUA

O mercado de soja também mantém atenção ao avanço do plantio nos Estados Unidos, que está progredindo em um ritmo rápido e em condições climáticas favoráveis. Especialistas e consultores destacam que a semeadura deste ano está entre as mais rápidas dos últimos tempos, e as previsões indicam boas chuvas para os próximos dias, o que beneficia o desenvolvimento das plantações.

China em Feriado e Impacto no Mercado

Outro fator relevante é o feriado na China, que dura até sexta-feira, deixando o mercado mais silencioso em termos de novas notícias sobre a demanda. Esse é um ponto de atenção para os agentes do mercado, já que a China é um dos maiores consumidores de soja no mundo.

O cenário geral sugere que o mercado de soja segue em recuperação, impulsionado por diversos fatores, como o dólar em queda e as boas condições para o plantio nos Estados Unidos. No entanto, a ausência de atividade na China pode trazer alguma instabilidade ao mercado até a retomada do comércio no país asiático.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias
/* */ --