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Soja

Soja cai em Chicago após China manter tarifa sobre grão dos EUA; dólar limita impacto no Brasil

Contrato novembro recua no início desta segunda-feira (28), enquanto o mercado brasileiro acompanha a reação dos portos, a oferta restrita da safra passada e o avanço do plantio 2026/27.


Publicado em: 28/09/2026 às 11:20hs

Soja cai em Chicago após China manter tarifa sobre grão dos EUA; dólar limita impacto no Brasil

O mercado da soja abriu a semana sob pressão na Bolsa de Chicago. A China anunciou redução de tarifas para uma série de produtos agrícolas dos Estados Unidos, mas deixou a soja em grão fora da lista. A oleaginosa norte-americana continua sujeita a uma tarifa adicional de 10%, frustrando a expectativa de uma retomada mais ampla das compras chinesas. MarketScreener

Por volta das 7h17 desta segunda-feira (28), no horário de Brasília, o contrato novembro de 2026 perdia 20,50 pontos, cotado a US$ 12,98 por bushel, conforme os dados apresentados nas matérias. Janeiro de 2027 recuava na mesma intensidade, para US$ 13,12 por bushel. As cotações são daquele horário e podem mudar ao longo do pregão.

No Brasil, a queda externa encontra um mercado físico com pouca oferta. Produtores seguem cautelosos tanto na venda da soja remanescente da safra 2025/26 quanto na contratação antecipada da produção 2026/27. O dólar mais alto oferece algum suporte às referências em reais, mas pode não compensar integralmente a perda em Chicago.

Tarifa mantém incerteza sobre compras chinesas

A lista chinesa de produtos com tratamento tarifário mais favorável inclui milho, trigo, sorgo, óleo e farelo de soja, entre outros itens agrícolas. A exclusão da soja em grão preserva um obstáculo para as compras de esmagadoras privadas da China, embora compradores estatais continuem ativos no mercado norte-americano. MarketScreener UK

A decisão mudou o foco dos operadores. A expectativa de maior demanda chinesa havia ajudado a sustentar as cotações; agora, o mercado aguarda sinais concretos de novos negócios para avaliar se esse suporte será suficiente diante do avanço da colheita nos Estados Unidos.

Oferta restrita sustenta preços da soja no Brasil

Segundo o Cepea, produtores brasileiros têm limitado a oferta no mercado disponível e mostrado cautela nas vendas antecipadas. As incertezas climáticas para a nova safra também pesam nas decisões. Com menos vendedores ativos, os preços locais não acompanham necessariamente a queda de Chicago na mesma proporção.

Na sexta-feira (25), as negociações já eram seletivas em diversas regiões. Levantamento da TF Agroeconômica indicava R$ 163 por saca em Rio Grande (RS), R$ 162 em Paranaguá (PR), R$ 147 em Dourados (MS) e R$ 138,50 em Sorriso (MT). As referências variam conforme a praça, as condições comerciais e o momento da apuração; outras fontes citadas no material registraram valores diferentes para localidades como Rio Grande e Passo Fundo.

Para esta segunda-feira, o comportamento do câmbio e dos prêmios nos portos será decisivo para medir quanto da baixa externa chegará às ofertas ao produtor. O dólar era informado a R$ 5,2005, em alta de 0,30%, em uma das atualizações intradiárias fornecidas, valor também sujeito a mudança.

Plantio 2026/27 entra nas decisões de venda

Além das oscilações de preços, produtores acompanham a implantação da nova safra. No Paraná, o plantio havia alcançado 15% da área projetada de 5,74 milhões de hectares, segundo o levantamento citado nas matérias. Em Mato Grosso, a semeadura chegava a 3,87% da área prevista, com o ritmo condicionado pela distribuição das chuvas.

Esse cenário ajuda a explicar a cautela comercial: condições de umidade, necessidade de caixa e espaço de armazenagem variam entre as regiões. Nos próximos dias, o mercado deverá observar novas compras chinesas, colheita norte-americana, clima no Brasil, dólar e prêmios de exportação para definir a direção dos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

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