Soja

Soja: Após mínimas em 3 semanas, mercado volta a subir em Chicago nesta 5ª feira

Os futuros da oleaginosa, por volta de 8h40 (horário de Brasília), registravam altas de 4,75 a 7,75 pontos entre os principais contratos, com o maio/18 de volta aos US$ 10,40 por bushel


Publicado em: 15/03/2018 às 10:50hs

Soja: Após mínimas em 3 semanas, mercado volta a subir em Chicago nesta 5ª feira

Após as baixas de mais de 16 pontos na sessão anterior, as cotações da soja voltaram a subir na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (15). Os futuros da oleaginosa, por volta de 8h40 (horário de Brasília), registravam altas de 4,75 a 7,75 pontos entre os principais contratos, com o maio/18 de volta aos US$ 10,40 por bushel.

Com as últimas baixas, o mercado internacional bateu em suas mínimas de três semanas - sentindo ontem a pressão de uma pesquisa indicando a possibilidade de uma área recorde de soja nos EUA - e agora busca recuperar parte dessas perdas.

Além das especulações sobre a nova safra americana, o mercado ainda divide suas atenções com outros fatores que ainda influenciam as cotações neste momento.

"Os traders têm de lidar com a volatilidade trazida ainda pelo clima para a conclusão da safra da América do Sul e mais as incertezas sobre os impactos reais da disputa comercial entre chineses e americanos", diz o boletim diário da consultoria internacional Allendale, Inc.

Assim, nesta quinta-feira o mercado segue atento às chuvas que estariam previstas para chegar a Argentina nestes próximos dias - embora, mesmo que se confirmem, chegam tarde às lavouras argentinas, onde já se especula uma safra menor de 40 milhões de toneladas - e também nas vendas semanais que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) atualiza hoje.

Os números esperados pelo mercado para a soja em grão variam de 800 mil a 1,2 milhão de toneladas. Já para o farelo, as expectativas são de 100 mil a 350 mil e para o óleo, de 15 a 35 mil toneladas.

Ainda hoje, a NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas) atualiza seus dados de esmagamento de soja nos EUA em fevereiro, também ajudando a desenhar o cenário da demanda no país.

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Soja fecha com baixas de dois dígitos em Chicago com mercado de olho em possível área recorde nos EUA

Os preços da soja despencaram na tarde desta quarta-feira (14) na Bolsa de Chicago. As cotações foram pressionadas, entre outros fatores, por novos números de uma pesquisa de área de plantio feita pela consultoria norte-americana Allendale indicando números maiores para a soja, se comparados ao ano passado e às primeiras projeções do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) durante o Agricultural Outlook Forum, em fevereiro.

Nesse cenário, a Allendale espera ainda uma produção de soja de 120,54 milhões de toneladas, com uma média de produtividade de 55 sacas por hectare. Foram estimados em 37,27 milhões de hectares , contra 36,42 milhões projetados pelo USDA e acima também do número do ano passado de 36,48 milhões.

Dessa forma, os contratos mais negociados na CBOT fecharam o dia perdendo mais de 16 pontos, o que levou o maio/18 a terminar a sessão com US$ 10,32 por bushel, e o mais distantes a perderem os US$ 10,50.

"O mercado de soja encarou baixas de dois dígitos com os traders de olho em uma possibilidade de área recorde nos Estados Unidos em 2018", disse o analista do portal internacional Farm Futures, Ben Potter.

Enquanto a safra da América do Sul vai se encerrando com as preocupações em relação à Argentina pesando menos sobre a formação dos preços dos grãos, os traders começam a especular de forma mais acentuada sobre a temporada 2018/19 dos Estados Unidos.

Da área plantada, passando pelos custos de produção e chegando às condições climáticas em que essa safra irá se desenvolver, todos este componentes já ampliam seu espaço entre os radares do mercado internacional.

Previsões climáticas atualizadas pelo NOAA - o serviço oficial de clima do governo norte-americano - mostram que tempo mais frio do que o normal para o leste, enquanto no oeste se esperam temperaturas acima da média para esta quinta-feira. Algumas chuvas poderiam também alcançar as Planícies e o oeste do Corn Belt. Para o restante do mês de março, as previsões do NOAA indicam tempo mais úmido do que o normal para uma grande porção do Meio-Oeste americano.

Mercado Nacional

As cotações da soja nos portos do Brasil acompanharam as baixas em Chicago e também cederam nesta quarta-feira. Em Paranaguá, os indicativos voltaram aos R$ 78,00 por saca, tanto no dispnonível quanto na referência maio, com baixas de 1,89%. Já em Rio Grande, os preços ficaram em R$ 77,20 e R$ 77,70 por saca, perdendo 0,77%.

No interior, algumas praças do interior registraram perdas de mais de 1%, principalmente no Centro-Oeste do Brasil. Em Santa Catarina, cotações estáveis e, no Rio Grande do Sul e em Cascavel, no Paraná, os preços subiram, mantendo-se ainda no intervalo de R$ 69,00 e R$ 76,00 por saca.

O mercado nacional, além da pressão em Chicago, também não encontrou suporte no dólar, que fechou estável frente ao real nesta quarta-feira. A cautela parece estar pautando o mercado cambial e, nesta sessão, a divisa fechou os negócios caindo tímidos 0,03% para R$ 3,2610.

Fonte: Notícias Agrícolas

◄ Leia outras notícias
/* */ --