Soja

Soja: Ainda em busca de direcionamento, mercado mantém estabilidade nesta 4ª, com ligeiras baixas

As cotações, por volta de 7h20 (horário de Brasília), recuavam entre 1 e 1,75 ponto, levando o maio/18 a US$ 10,45 por bushel


Publicado em: 18/04/2018 às 10:10hs

Soja: Ainda em busca de direcionamento, mercado mantém estabilidade nesta 4ª, com ligeiras baixas

O mercado da soja, no pregão desta quarta-feira (18), segue trabalhando com estabilidade, porém, devolvendo as leves altas observadas no dia anterior. As cotações, por volta de 7h20 (horário de Brasília), recuavam entre 1 e 1,75 ponto, levando o maio/18 a US$ 10,45 por bushel.

Os traders já têm precificadas as informações conhecidas e esperam por novidades para redefinir suas posições, como explicam analistas e consultores. Ainda assim, não tiram os olhos de fatores como a guerra comercial entre China e EUA, o início da nova safra norte-americana e a demanda.

"O debate (China x EUA) continua e o mercado está esperando pela causa e efeito dessa disputa", diz a Benson Quinn Commodities.

Como explica a consultoria internacional AgResource Mercosul (ARC), nesse momento, os importadores chineses Têm evitado novas e grandes compras de soja dos EUA, "continuando a adição de contratos de exportação para a oleaginosa brasileira e, até mesmo, alguns cargueiros provenientes do Canadá".

Na outra ponta, começa o plantio nos EUA, porém, ainda sem ritmo em função do frio intenso e da neve que cobre os campos no Meio-Oeste. Entretanto, como ainda é bastante cedo, o impacto dessas condições ainda é limitado, tal qual as especulações em torno desse quadro.

"O cenário semelhante ao inverno perdura sobre as principais regiões sojicultoras norte-americanas. Temperaturas gélidas, tempestades de neve e solos secos consistem sobre o Cinturão Agrícola e a região do Delta norte-americano. Ainda é prematuro afirmar qualquer perda de safra, entretanto o plantio já se encontra atrasado. A permanência deste padrão climático para maio será extremamente prejudicial ao país", diz o reporte da ARC.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Soja se recupera e fecha a 3ª feira com leves altas em Chicago com recompra de posições

Depois de trabalhar durante todo o dia com estabilidade, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam o pregão desta terla-feira com leves alta entre as posições mais negociadas. Os ganhos variaram entre 4 e 5,25 pontos, levando o maio/18 - que é o contrato mais negociado nesse momento - a terminar os negócios com US$ 10,46 por bushel.

Os vencimentos julho e agosto seguem buscando os US$ 10,60, e fecharam, respectivamente, com US$ 10,57 e US$ 10,58 por bushel.

Segundo explicaram analistas internacionais, a reação das cotações vem depois das baixas observadas no pregão anterior, as quais passaram de 10 pontos. "Compras técnicas foram registradas depois das últimas perdas", disseram os analistas ouvidos pela Reuters Internacional.

Entretanto, o avanço dos preços ainda está limitado pelas especulações em torno da guerra comercial entre China e Estados Unidos e de novos movimentos que poderiam ser observados nos próximos dias. Os reflexos da guerra sobre o sorgo também estão no radar dos traders.

Além disso, apesar do frio intenso e da neve que cobre a maior parte dos campos no Corn Belt, as previsões atualizadas que indicam a possibilidade de um melhor ritmo do plantio do milho nos EUA - que ao se confirmar evita uma maior área sendo destinada à soja - ajudaram também a dar esse espaço para a uma ligeira recuperação dos preços.

A safra 2018/19 dos Estados Unidos começou e, como não poderia ser diferente, intensificou as especulações sobre as condições climáticas em que os primeiros trabalhos de campo se desenvolvem nas principais regiões produtoras do país. E neste ano, o frio é uma das principais preocupações dos produtores norte-americanos.

Números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostraram que, até o último domingo (15), o plantio do milho foi concluído em 3% da área esperada para este ano, enquanto o mercado apostava em algo próximo dos 5%. Segundo especialistas internacionais, o ritmo da semeadura começa mais lento e é reflexo de algumas adversidades climáticas.

Para Jack Scoville, analista sênior de grãos da Price Futures Group, a terça-feira foi um dia bastante calmo para o mercado da soja na Bolsa de Chicago e o mercado espera por notícias neste momento que possam definir melhor uma direção para as cotações.

Além desses fatores, há ainda os analistas que afirmam ainda que parte do suporte entre as cotações veio ainda dos números de esmagamento da NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA) que foram divulgados nesta segunda-feira (16).

Somente em 2018, as cotações do farelo de soja já acumulam uma alta de quase 20% na Bolsa de Chicago e o avanço tem motivado o esmagamento da oleaginosa nos Estados Unidos. De acordo com dados divulgadoa pela NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA), o processamento - que já cresce há cinco meses consecutivos, em março, foi de 4,68 milhões de toneladas.

O volume superou a expectativa média do mercado, de 4,58 milhões, e superou ainda o recorde anterior, de 4,53 milhões, registrado em dezembro do ano passado. Além disso, o processamento superou ainda o mês anterior em 11,8% e em 12,3% março do ano passado.

Mercado brasileiro

Enquanto isso, no mercado brasileiro, a terça-feira foi de ligeiras quedas aos preços da soja. De acordo com levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, em Castro (PR), o preço caiu 2,33% e a saca encerrou o dia a R$ 84,00.

Em Pato Branco (PR) e em Palma Sola (SC), o recuo ficou em 1,28%, com a saca da oleaginosa a R$ 77,00. Na região de Não-Me-Toque (RS), a perda ficou em 1,33%, com a saca a R$ 74,00.

Na localidade de São Gabriel do Oeste (MS), a saca fechou o dia a R$ 70,00, com queda de 1,41%. Em Paranaguá, o disponível caiu 1,72%, com a saca a R$ 85,50. Já no terminal de Rio Grande, o disponível recuou 0,58%, com a saca a R$ 85,00, já o futuro, para entrega maio/18, apresentou perda de 0,47% e a saca encerrou o dia a R$ 85,60.

Dólar

A moeda norte-americana encerrou o dia a R$ 3,4080 na venda, com queda de 0,12%. "O câmbio acompanhou o movimento da moeda norte-americana no exterior em meio ao cenário de maior busca por risco, mas com os investidores ainda bastante atentos ao cenário político local", explicou a Reuters.

Fonte: Notícias Agrícolas

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