Publicado em: 10/03/2026 às 10:10hs
A safra de soja 2025/26 no Brasil apresenta cenários bastante distintos entre os principais estados produtores. Condições climáticas, logística de transporte e ritmo de colheita têm influenciado a produtividade e a formação dos preços no mercado interno, gerando oportunidades e desafios para produtores e indústrias.
Segundo levantamento da TF Agroeconômica, a produção no Sul enfrenta perdas significativas devido ao clima adverso, enquanto regiões do Centro-Oeste apresentam colheita acelerada e maior estabilidade na oferta.
No Rio Grande do Sul, a estiagem prolongada combinada a temperaturas elevadas afetou negativamente as lavouras durante o período crítico de enchimento de grãos. O estresse hídrico reduziu peso e qualidade, estimando-se uma perda de 2,71 milhões de toneladas, equivalente a 13% a menos que a safra inicialmente projetada.
O impacto no mercado físico já é sentido pelos preços, que se mantêm elevados devido à menor oferta e à retenção de grãos pelos produtores. Em algumas localidades:
Em Santa Catarina, a safra apresenta cenário mais equilibrado. A produtividade média pode crescer até 28% em algumas regiões, beneficiada por tecnologias avançadas, sementes de alto potencial genético e manejo de solo aprimorado.
Apesar da redução de 1,64% na área plantada, a produção tende a garantir o abastecimento das agroindústrias locais. No porto de São Francisco do Sul, a saca é cotada a R$ 130,10.
No Paraná, a colheita avança rapidamente, com 20% a 42% da área já colhida, dependendo da região. O ritmo elevado pressiona a capacidade de armazenamento e intensifica o escoamento para o porto de Paranaguá. Entre as principais praças:
Em Mato Grosso do Sul, a colheita cobre entre 27,7% e 43,9% da área, segundo dados do SIGA-MS. O período é marcado por custos elevados de produção e presença da ferrugem asiática, praga que afeta o rendimento em várias regiões. Preços praticados:
No Mato Grosso, a colheita está quase concluída, com expectativa de safra recorde, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA). Apesar do alto volume, a forte demanda por transporte tem elevado os custos de frete, pressionando as margens dos produtores. Entre as cidades:
A disparidade entre oferta e demanda nas diferentes regiões influencia diretamente os preços da soja e a logística do agronegócio. A valorização em algumas regiões do Sul contrasta com a pressão de escoamento no Centro-Oeste, enquanto os custos de transporte impactam a rentabilidade.
O Banco Central do Brasil acompanha o cenário macroeconômico e cambial, considerando que variações no dólar e nos custos de frete afetam tanto a competitividade das exportações quanto a formação de preços internos do setor agrícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias