Publicado em: 20/01/2026 às 16:00hs
O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), divulgou novo Boletim Conjuntural nesta quinta-feira (15) indicando forte desempenho da soja na safra 2025/2026.
De acordo com o levantamento, 90% das lavouras estão em boas condições, o melhor índice dos últimos oito ciclos e superior ao da semana anterior. O bom cenário climático e o avanço do manejo em campo sustentam a expectativa de uma produção de cerca de 22 milhões de toneladas, número muito próximo ao recorde estadual de 22,3 milhões, registrado na safra 2022/2023.
As primeiras colheitas, concentradas na região Oeste do estado, já indicam bons resultados de produtividade, embora representem uma pequena parcela da área total plantada. O Deral avalia que o Paraná deve manter cerca de 13,5% de participação na produção nacional de grãos em 2025, consolidando-se como um dos maiores produtores de soja do país.
Apesar do otimismo, o órgão ressalta que é preciso cautela, pois boa parte das lavouras ainda passará por etapas críticas de desenvolvimento. Já na comercialização, o mercado permanece pressionado por dois fatores: a estabilidade das cotações internacionais e a valorização do real, o que mantém o preço da saca da soja em níveis semelhantes aos do início do ano.
O boletim do Deral também abordou o mercado de trabalho no agronegócio, com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). O levantamento mostra que, até o fim de 2024, os trabalhadores imigrantes representavam 15,6% dos empregos formais em frigoríficos de abate de suínos no Brasil.
No Paraná, essa participação chegou a 8,4%, com destaque para haitianos, venezuelanos e paraguaios. Já no segmento de criação de suínos, a presença de estrangeiros é menor, mas o estado lidera nacionalmente as contratações, sobretudo de trabalhadores paraguaios.
Segundo o Deral, o movimento reforça a importância social e econômica da suinocultura, especialmente diante dos fluxos migratórios internacionais que têm impactado a oferta de mão de obra rural no país.
O boletim também destacou o desempenho da fruticultura nacional em 2025. O setor exportou mais de 1,3 milhão de toneladas, um crescimento de quase 20% em volume em relação a 2024. A receita totalizou US$ 1,56 bilhão, alta de 12,8% na comparação anual, mesmo com a queda de 5,7% no preço médio da tonelada.
O resultado reafirma o fortalecimento das frutas brasileiras no mercado internacional, consolidando o setor como um dos mais competitivos do agronegócio nacional e garantindo exportações acima de US$ 1 bilhão pelo segundo ano consecutivo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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