Publicado em: 07/03/2024 às 10:30hs
Nesta quinta-feira, a perspectiva é de uma melhora no ritmo dos negócios envolvendo soja no Brasil. A reação positiva em Chicago, aliada à estabilidade do dólar e ao aumento nos prêmios, indica uma possível recuperação nas cotações internas. Diante desse cenário, os produtores estão retornando ao mercado, buscando aproveitar qualquer movimento ascendente nos preços.
A quarta-feira foi marcada por uma relativa lentidão no mercado, com algumas regiões, como o Mato Grosso do Sul, apresentando melhores resultados nas negociações. Nos portos, a movimentação foi limitada, sendo os maiores volumes registrados no mercado interno.
As cotações no Brasil tiveram variações mistas no dia. Apesar das quedas em Chicago e no dólar, algumas oportunidades de preços mais vantajosos surgiram por necessidade de compra, resultando em melhores prêmios em algumas praças.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 114,00, enquanto na região das Missões, a cotação estabilizou em R$ 113,50 por saca. No Porto de Rio Grande, o preço subiu de R$ 118,50 para R$ 119,50 a saca.
Em Cascavel, no Paraná, a saca manteve-se em R$ 110,00, enquanto no porto de Paranaguá (PR), o preço permaneceu em R$ 118,00.
Em Rondonópolis (MT), o preço seguiu em R$ 105,00. Em Dourados (MS), houve um aumento de R$ 103,00 para R$ 103,50 a saca. Em Rio Verde (GO), a saca baixou de R$ 104,00 para R$ 103,00.
Os contratos com vencimento em maio registraram alta de 1,15% a US$ 11,61 1/2 por bushel em Chicago. O mercado está em compasso de espera pelo relatório de oferta e demanda de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, sinalizando uma possível recuperação técnica após duas sessões consecutivas de queda.
Fatores como o clima na Argentina e a desaceleração do dólar frente a outras moedas correntes contribuem para esse movimento de reação. A probabilidade de uma forte La Niña até outubro tem gerado alerta entre os produtores na Argentina, onde o fenômeno climático costuma resultar em tempo seco com menos chuvas.
A melhora nos prêmios sustentou os preços FOB da soja nos portos brasileiros, mesmo com a leve baixa em Chicago, à espera do relatório de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Embora a atividade no mercado físico tenha sido lenta nos portos de Santos e Paranaguá, o ritmo dos negócios praticamente parou a exportação, garantindo melhorias nos prêmios.
Os prêmios de exportação da soja para março foram registrados entre -45 e -25 centavos de dólar sobre Chicago no Porto de Paranaguá. Para maio de 2024, o prêmio variou de -25 a -15. Já para junho de 2024, o prêmio ficou entre -15 a +5 pontos, de acordo com dados de Safras & Mercado.
O preço FOB (flat price) para maio oscilou entre US$ 412,70 e US$ 416,40 a tonelada na quarta-feira. No dia anterior, a cotação variou entre R$ 409,30 e R$ 414,80.
O dólar comercial opera com baixa de 0,10%, cotado a R$ 4,9391, enquanto o dollar index recua 0,20% a 103,16 pontos. Nas bolsas asiáticas, Xangai registrou -0,41%, e Tóquio teve uma queda de -1,23%. Por outro lado, as principais bolsas europeias operam com firmeza, com Paris apresentando +0,18%, Frankfurt +0,21% e Londres +0,02%.
Quanto ao petróleo, as cotações estão em baixa, com o WTI para abril recuando 0,55% a US$ 78,69 o barril.
Fonte: Portal do Agronegócio
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