Soja

Queda do Dólar e de Chicago Devem Travar Comércio de Soja no Brasil

Desvalorização no mercado externo e dólar enfraquecido pressionam preços internos e retraem produtores


Publicado em: 20/06/2024 às 10:50hs

Queda do Dólar e de Chicago Devem Travar Comércio de Soja no Brasil

A recente queda nos contratos futuros de soja em Chicago, aliada à baixa do dólar frente ao real, está impactando negativamente os preços internos e deve reduzir o ritmo dos negócios no mercado brasileiro. Em resposta, os produtores tendem a adotar uma postura cautelosa, esperando por uma melhora no cenário econômico.

Mercado Brasileiro em Compasso de Espera

Na quarta-feira, o mercado de soja no Brasil teve um dia de pouca movimentação. Devido ao feriado nos Estados Unidos, a Bolsa de Chicago não operou, levando as tradings a se ausentarem do mercado, e os produtores também não realizaram negociações significativas. Os preços mantiveram-se estáveis, servindo apenas como referência.

  • Passo Fundo (RS): A saca de 60 kg manteve-se em R$ 133,00.
  • Região das Missões (RS): A cotação permaneceu em R$ 132,00 por saca.
  • Porto de Rio Grande (RS): Preço inalterado em R$ 141,00 por saca.
  • Cascavel (PR): Saca mantida em R$ 129,00.
  • Porto de Paranaguá (PR): Estabilidade em R$ 140,00 por saca.
  • Rondonópolis (MT): A saca variou de R$ 125,00 para R$ 126,00.
  • Dourados (MS): Preço estável em R$ 124,00 por saca.
  • Rio Verde (GO): Sem variação, R$ 123,00 por saca.
Chicago e Dólar: Fatores Desfavoráveis

Os contratos de soja com vencimento em julho registraram uma desvalorização de 0,51%, cotados a US$ 11,68 por bushel. Investidores estão atentos ao clima no Meio-Oeste dos EUA, onde uma recente onda de calor não é vista como uma ameaça significativa às lavouras. Além disso, a aceleração do dólar frente a outras moedas adiciona um fator desfavorável aos preços da soja.

Pouca Atividade nos Portos Brasileiros

Com a Bolsa de Chicago inativa, a quarta-feira foi marcada por baixa atividade nos portos brasileiros. Os preços FOB e os prêmios de exportação para soja não apresentaram alterações significativas.

Prêmios de Exportação:

  • Julho: Entre +25 e +38 centavos de dólar sobre Chicago no Porto de Paranaguá.
  • Agosto de 2024: Entre +45 e +60 centavos.
  • Fevereiro de 2025: Entre -25 e +5 pontos.
  • Preço FOB (flat price) para Agosto: Entre US$ 441,30 e US$ 446,80 por tonelada.
Flutuações no Câmbio e Indicadores Financeiros
  • O dólar comercial registrou uma baixa de 0,64%, cotado a R$ 5,4062. O dólar index (DXY) subiu 0,22%, atingindo 105,48 pontos.
  • Bolsas Asiáticas: Resultados mistos, com Xangai caindo 0,42% e Tóquio subindo 0,16%.
  • Bolsas Europeias: Operando em alta, com Paris subindo 0,86%, Frankfurt 0,49% e Londres 0,32%.
  • Petróleo: O WTI para julho teve uma alta de 0,13%, cotado a US$ 80,80 por barril.

Esses fatores indicam um cenário desafiador para o mercado de soja no Brasil, com produtores aguardando melhores condições econômicas para retomarem as negociações.

Fonte: Portal do Agronegócio

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