Publicado em: 08/01/2026 às 11:10hs
O período de florescimento da soja é considerado o "divisor de águas" para o produtor rural. É nesta fase que a planta define seus principais componentes de rendimento, e qualquer estresse pode comprometer o resultado final da safra. Com a chegada do verão, o monitoramento de fatores ambientais e nutricionais torna-se a prioridade número um no campo.
O desenvolvimento da soja é regido por uma combinação de soma térmica e fotoperíodo. Cada cultivar possui uma exigência específica para completar seu ciclo, mas o clima do início do verão impõe desafios extras.
A falta de chuvas (déficit hídrico) durante a floração é particularmente prejudicial. Ela reduz a divisão celular e limita o porte da planta, resultando em menos nós produtivos. Na prática, isso significa um menor número de flores e vagens, impactando diretamente o volume de grãos colhidos.
Para que a planta suporte a carga produtiva, o equilíbrio mineral é essencial. Embora todos os nutrientes sejam necessários, um grupo específico ganha destaque nesta etapa:
De acordo com Roni Guareschi, especialista da Conceito Agrícola, a realização de análises foliares e de solo é a única forma segura de identificar carências antes que elas causem prejuízos visíveis.
O sucesso do florescimento começa muito antes da primeira flor abrir. A utilização de sementes de alto vigor garante que a planta estabeleça um sistema radicular profundo. Raízes mais fortes permitem que a soja absorva água e nutrientes com maior eficiência, tornando-a mais resiliente aos estresses típicos do verão brasileiro.
Com a lavoura em fase reprodutiva, o planejamento deve ser rigoroso. O manejo eficiente inclui:
"O suporte técnico especializado ajuda o produtor a tomar decisões assertivas, desde a escolha dos insumos até a análise do potencial fisiológico da planta", destaca Guareschi.
Fonte: Portal do Agronegócio
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