Soja

Produção de soja da Conab e do IBGE está distante da de consultorias

Esta terça-feira (10) foi um dia de muitos números e poucas mudanças no quadro mundial da produção de grãos


Publicado em: 11/04/2018 às 11:40hs

Produção de soja da Conab e do IBGE está distante da de consultorias

No Brasil, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ajustaram um pouco para cima as previsões de safras, em relação aos números divulgados em março.

Ambos preveem, porém, safra inferior neste ano, em relação à de 2017. Na avaliação deles, a produção de grãos 2017/18 deverá ficar entre 229 milhões e 230 milhões de toneladas. A de 2016/17 atingiu o recorde de 240 milhões.

O reajuste de safra deste mês da Conab e do IBGE ocorre porque esses órgãos públicos começam a apostar mais na soja. Refizeram seus números para um volume próximo de 115 milhões de toneladas, no que foram acompanhados pelo Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

A estimativa de produção brasileira de soja destes três órgãos está, no entanto, bem defasada em comparação às de consultoria privadas, que já esperam uma safra superior a 119 milhões de toneladas.

A grande novidade nos números do Usda desta terça-feira foi a queda da safra argentina de soja para 40 milhões de toneladas. O órgão americano chega tardiamente a esse volume, já conhecido há várias semanas pelo setor. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires vai além e já estima apenas 38 milhões de toneladas. Em 2017, a safra da Argentina atingiu 58 milhões de toneladas.

Uma boa notícia para os produtores brasileiros é que a China deverá importar 97 milhões de toneladas de soja nesta safra, 4% mais do que em 2017. Os chineses colocaram barreiras tarifárias para a entrada da soja dos EUA em seu país, e a capacidade de exportação da Argentina, devido à intensa quebra de produção, ficou limitada.

Apesar dessa quebra na produção argentina, os estoques mundiais de soja terminam esta safra em 91 milhões de toneladas, 26% do consumo anual.

MILHO

Os produtores brasileiros apostaram mais na soja do que no milho nesta safra. Reduziram a área do cereal, e a safra deste ano cai para um volume inferior a 90 milhões de toneladas. No ano passado foram colhidos 100 milhões de toneladas.

A produção mundial do cereal vai atingir 1,04 bilhão de toneladas, e a demanda será de 1,07 bilhão.

Fonte: Folha de S. Paulo

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