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Soja

Plantio da soja: primeiras chuvas exigem cautela para evitar falhas na lavoura

Umidade na profundidade de semeadura, previsão do tempo e qualidade da operação devem orientar o início do plantio; calor e ar seco também exigem ajustes nas pulverizações


Publicado em: 27/10/2026 às 08:30hs

Plantio da soja: primeiras chuvas exigem cautela para evitar falhas na lavoura

As primeiras chuvas abrem caminho para o plantio da soja na safra 2026/27, mas a decisão de iniciar a semeadura exige uma avaliação das condições de cada talhão. Em regiões produtoras como Mato Grosso, precipitações isoladas podem umedecer a superfície sem garantir água suficiente para a germinação e a emergência uniforme das plantas.

Antes de colocar as máquinas no campo, o produtor deve verificar a umidade na profundidade em que as sementes serão depositadas, observar a temperatura e acompanhar a previsão meteorológica. Esses cuidados ajudam a reduzir falhas no estande e a preservar o potencial produtivo desde o início do ciclo.

Primeira chuva nem sempre garante condições para semear

Segundo Hugo Maruchi, engenheiro agrônomo e representante técnico de vendas da Sell Agro, antecipar o plantio sem avaliar a disponibilidade de água no solo pode comprometer o estabelecimento da soja.

O risco aumenta quando a semente absorve água e inicia a germinação, mas encontra um período seco logo depois. Nessa situação, a falta de umidade pode prejudicar a emergência e provocar diferenças no desenvolvimento das plantas.

“Se a semente inicia a germinação e, na sequência, ocorre uma interrupção das chuvas, ela pode enfrentar déficit hídrico em uma fase decisiva. O resultado pode ser uma emergência desuniforme, falhas no estande e perda de potencial produtivo”, explica.

Por isso, a ocorrência de chuva deve ser analisada em conjunto com as condições efetivas do solo e a perspectiva de continuidade das precipitações.

Planejamento do plantio deve incluir dessecação e monitoramento

A distribuição irregular das chuvas é um dos desafios da transição entre a estação seca e o período chuvoso, especialmente no Cerrado. Nesse cenário, o cronograma de semeadura precisa estar integrado às dessecações e aos demais manejos pré-plantio.

A avaliação deve considerar as particularidades de cada área, evitando que a pressão para aproveitar a janela de plantio leve à implantação da cultura em condições desfavoráveis.

“O objetivo não é apenas aproveitar a primeira chuva, mas identificar o momento em que a área apresenta condições para sustentar o estabelecimento da cultura”, afirma Maruchi.

O planejamento também deve contemplar o monitoramento de plantas daninhas e insetos, permitindo organizar as intervenções necessárias e reduzir a competição por recursos durante o desenvolvimento da lavoura.

Calor e distribuição das sementes influenciam o estande

Além da disponibilidade de água, temperaturas excessivas podem prejudicar o desenvolvimento das plântulas. A combinação entre calor e umidade insuficiente exige atenção na escolha do momento de iniciar as operações.

A qualidade da semeadura também participa da formação de um estande uniforme. A distribuição adequada das sementes, associada a condições favoráveis de umidade e temperatura, contribui para um estabelecimento mais consistente da cultura.

A orientação do especialista é avaliar esses fatores em conjunto, ajustando o avanço do plantio à realidade encontrada em cada talhão.

Temperatura, umidade do ar e vento afetam as pulverizações

As condições climáticas do início da safra também interferem na eficiência das aplicações agrícolas. Temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar aceleram a evaporação das gotas, enquanto o vento pode aumentar o risco de deriva.

Antes de pulverizar, o produtor deve monitorar essas variáveis e selecionar horários compatíveis com a operação. A regulagem do equipamento precisa considerar o tamanho das gotas, o volume de calda e as pontas de pulverização, seguindo as recomendações técnicas dos produtos utilizados.

Esses ajustes ajudam a adequar a aplicação às condições do campo e a reduzir perdas durante a operação.

Adjuvantes precisam ser escolhidos conforme a aplicação

Os adjuvantes podem contribuir para características como espalhamento, retenção e deposição da calda, de acordo com a formulação e a finalidade de cada tecnologia.

A escolha exige avaliação das condições da lavoura, da compatibilidade entre os produtos e das orientações de uso. O acompanhamento técnico auxilia na definição da estratégia para cada situação.

“O uso adequado de adjuvantes, associado à escolha dos horários mais favoráveis e à regulagem correta do pulverizador, pode ajudar a melhorar a deposição dos produtos no alvo e reduzir perdas”, destaca Maruchi.

Com atuação em tecnologias de adjuvantes e suporte técnico à aplicação, a Sell Agro orienta que o produtor integre avaliação do solo, manejo pré-plantio e acompanhamento meteorológico. Essa combinação permite aproveitar a janela de semeadura com maior atenção às condições necessárias para o estabelecimento da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

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