Publicado em: 15/01/2024 às 19:20hs
Com as adversidades climáticas, notadamente no Mato Grosso, a produção de soja no Brasil enfrenta uma redução, influenciando diretamente nas projeções de exportação para o ano de 2024.
De acordo com o quadro de oferta e demanda divulgado pela SAFRAS & Mercado, as exportações de soja devem totalizar 95 milhões de toneladas em 2024, em comparação com os 101,86 milhões registrados em 2023. Estas previsões representam uma revisão para baixo em relação às estimativas anteriores, que indicavam 100 milhões de toneladas para cada uma das temporadas.
A SAFRAS projeta um esmagamento de 54,3 milhões de toneladas em 2024, um aumento modesto de 1% em relação aos 53,5 milhões de toneladas estimados para 2023. Anteriormente, as projeções eram de 54 milhões e 53 milhões de toneladas, respectivamente, em dezembro.
Quanto à importação, a SAFRAS indica um volume de 110 mil toneladas em 2024, representando uma queda significativa em relação às 181 mil toneladas de 2023.
Em relação à temporada de 2024, a oferta total de soja deverá recuar 4%, atingindo 156,77 milhões de toneladas. A demanda total está projetada em 152,3 milhões de toneladas, refletindo uma redução de 4% em relação ao ano anterior. Com esses ajustes, os estoques finais devem experimentar uma queda de 16%, passando de 5,306 milhões para 4,472 milhões de toneladas.
A produção de farelo de soja é estimada em 41,68 milhões de toneladas em 2024, com um aumento de 1%. As exportações, no entanto, devem registrar uma queda de 7%, atingindo 21 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado para aumentar 3%, atingindo 18,5 milhões de toneladas. Os estoques devem apresentar um aumento expressivo de 87%, alcançando 4,67 milhões de toneladas.
No segmento de óleo de soja, a produção deve aumentar 1% para 10,96 milhões de toneladas em 2024. As exportações, por sua vez, deverão sofrer uma queda significativa de 36%, atingindo 1,5 milhão de toneladas. O consumo interno, estimado em 9,5 milhões de toneladas, representa um aumento de 10%, enquanto o uso para biodiesel deve registrar um aumento notável de 18%, atingindo 5,2 milhões de toneladas. A previsão é de estoques recuando 4%, chegando a 485 mil toneladas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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