Soja

Mercado de soja: Perspectiva de poucos negócios persiste diante de ausência de novidades

Contexto de Estabilidade e Tendências Mistas na Bolsa de Chicago mantêm Ritmo Contido nas Transações


Publicado em: 28/12/2023 às 10:49hs

Mercado de soja: Perspectiva de poucos negócios persiste diante de ausência de novidades

O cenário do mercado brasileiro de soja permanece estável, prevendo-se mais um dia caracterizado pela escassez de negócios, reflexo da ausência de desenvolvimentos significativos durante o período festivo de final de ano. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, observa-se uma leve queda nas primeiras horas desta manhã, enquanto o dólar inicia a jornada com uma ligeira valorização em relação ao real, neutralizando, praticamente, os dois principais impulsionadores de preços.

A quarta-feira testemunhou a continuidade da lentidão no mercado nacional de soja, com escassas transações e volumes limitados. Os preços mostraram-se diversos, influenciados pela volatilidade da Bolsa de Chicago. Analistas da SAFRAS & Mercado apontam para uma redução da diferença entre os preços da soja disponível e futura, à medida que a entressafra se encerra.

Em diferentes regiões do país, os preços apresentaram variações. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos reduziu de R$ 144,00 para R$ 142,00, enquanto na região das Missões, a cotação diminuiu de R$ 143,00 para R$ 141,00. Por outro lado, no Porto de Rio Grande, houve um aumento de R$ 149,00 para R$ 147,00.

Cascavel, no Paraná, registrou decréscimo de R$ 136,00 para R$ 133,00 a saca. Já no porto de Paranaguá (PR), a saca desvalorizou de R$ 146,00 para R$ 143,00. Rondonópolis (MT) manteve-se estável em R$ 130,00, enquanto Dourados (MS) permaneceu em R$ 128,00, e Rio Verde (GO) viu a saca diminuir de R$ 129,00 para R$ 128,00.

No mercado internacional, os contratos futuros da soja para março/24 apresentam uma leve queda de 0,15%, cotados a US$ 13,18 1/2 por bushel. Esse cenário negativo é influenciado pela melhora do clima no Brasil, principal exportador mundial do grão, e pelo ambiente desfavorável nas bolsas europeias, que operam no vermelho. O petróleo em Nova York também contribui para as pressões, operando em forte baixa a US$ 73,10 o barril (-1,36%). Enquanto isso, o dólar comercial registra ganho de 0,25%, cotado a R$ 4,8440, em um contexto global de indicadores financeiros mistos, com bolsas asiáticas em queda, exceto no Japão.

Fonte: Portal do Agronegócio

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