Publicado em: 20/03/2026 às 16:00hs
O mercado brasileiro de soja manteve uma semana predominantemente travada, com movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios sofreram poucas alterações, enquanto o câmbio e a Bolsa de Chicago acumularam perdas, afastando negociadores e limitando a liquidez.
Segundo o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, tanto produtores quanto tradings permaneceram fora do mercado, restringindo operações e mantendo preços sem direção clara.
Acompanhando o ritmo lento, os preços recuaram em várias praças do país:
O cenário reflete a dificuldade do mercado em encontrar compradores ativos, em meio à expectativa por movimentações externas.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos de soja com vencimento em maio registraram queda de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel.
A retração foi motivada pelo adiamento do encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, previsto para o final de março. O atraso, de 30 a 45 dias, suspende a expectativa de um possível acordo comercial de compra de soja americana pela China, gerando pressão sobre os preços internacionais.
No mercado cambial, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã de sexta-feira a R$ 5,2387. A desvalorização da moeda americana reduz a competitividade da soja brasileira no mercado externo, impactando a comercialização e reforçando a retração observada na semana.
Fonte: Portal do Agronegócio
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