Publicado em: 30/11/2023 às 10:32hs
Enquanto o Brasil enfrenta o plantio mais tardio em 14 anos, a atenção se volta para o início da safra na Argentina e as irregularidades climáticas na América do Sul. Nesse contexto, os traders já estão familiarizados com os atuais fundamentos e aguardam por atualizações que possam moldar as próximas movimentações.
Por volta das 7h40 (horário de Brasília), os contratos futuros da oleaginosa apresentam uma leve queda de 0,25 a 0,75 ponto, situando-se em US$ 13,46 para janeiro e US$ 13,78 por bushel para maio, este último sendo uma referência para a safra brasileira. Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting, destaca que os preços da soja na CBOT têm oscilado entre US$ 13,00 e US$ 14,00 por bushel, com as expectativas para a safra 2023/24 no Brasil girando em torno de 150 a 155 milhões de toneladas.
Brandalizze observa cautelosamente que, caso a colheita fique aquém dos 150 milhões de toneladas, os preços podem ultrapassar os US$ 14,00 em algum momento. Contudo, ressalta que é prematuro determinar com certeza o real tamanho da nova oferta nacional. Notícias de vídeos que circulam online indicam o início da colheita em Ipiranga do Norte, no Mato Grosso, para os produtores autorizados a encerrar o vazio sanitário em 1º de setembro.
A demanda continua robusta, contribuindo significativamente para sustentar os preços neste momento. Entretanto, ajustes e realização de lucros são inevitáveis, mesmo que resultem em oscilações modestas. O mercado permanece atento a eventos que possam moldar o futuro imediato da soja na Bolsa de Chicago.
Fonte: Portal do Agronegócio
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