Soja

Mercado de soja em Chicago: Queda continua, porém, com redução nas baixas nesta quarta-feira

Acompanhando a evolução do clima no Brasil, negociações com a soja na Bolsa de Chicago registram recuos menos intensos, mas incertezas persistem quanto à produtividade da safra sul-americana


Publicado em: 03/01/2024 às 10:50hs

Mercado de soja em Chicago: Queda continua, porém, com redução nas baixas nesta quarta-feira

O mercado da soja na Bolsa de Chicago mantém a tendência de queda na manhã desta quarta-feira (3), porém, de maneira mais moderada em comparação com as acentuadas baixas observadas na sessão anterior. Por volta das 6h40 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa registravam perdas entre 1,50 e 3,75 pontos, situando o janeiro a US$ 12,72 e o maio a US$ 12,77 por bushel.

Analistas e consultores explicam que as negociações com a soja na CBOT (Bolsa de Chicago) iniciaram o ano de 2024 percebendo melhorias no clima brasileiro, com chuvas mais favoráveis atingindo regiões cruciais de produção. Entretanto, as primeiras colheitas, especialmente no Mato Grosso, revelam índices de produtividade consideravelmente irregulares, mantendo o mercado em um estado de incerteza sobre o tamanho da safra na América do Sul, especialmente no Brasil.

Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest Commodities, destaca a importância das próximas revisões nas estimativas de safra: "Vejamos como vêm, do lado da oferta, essas revisões." Na terça-feira (2), a StoneX revisou sua projeção, estimando a safra em 152,8 milhões de toneladas.

As previsões meteorológicas continuam indicando boas chuvas para a maior parte do território brasileiro, embora cheguem um pouco tarde para algumas áreas de produção. Dessa forma, os traders aguardam os novos números a serem divulgados pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nos dias 10 e 12 de janeiro, respectivamente. Contudo, as expectativas sugerem revisões de safra menos agressivas nesses casos.

Além disso, o ano de 2024 se inicia com atenção voltada para a demanda chinesa, que se mostra menos expressiva, gerando preocupações sobre a economia do gigante asiático.

Fonte: Portal do Agronegócio

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