Publicado em: 13/03/2026 às 11:10hs
O mercado internacional da soja apresentou movimentação mista nesta sexta-feira (13), com queda nos preços do grão, farelo e óleo em Chicago, reflexo de um movimento técnico de realização de lucros depois das máximas recentes.
Por volta das 7h (horário de Brasília), os contratos principais registravam:
Segundo analistas, os ajustes ocorrem após fortes altas nos últimos dias, impulsionadas principalmente por:
No entanto, após atingir patamares elevados, o mercado passa por correção técnica, com operadores garantindo lucros e reavaliando suas posições.
O movimento de baixa também se refletiu nos derivados do grão:
Apesar da correção do dia, especialistas ressaltam que geopolítica e preço do petróleo continuam no radar, podendo influenciar os preços nos próximos pregões.
Na quinta-feira, o mercado registrou novas altas com base nas projeções de demanda por biocombustíveis nos Estados Unidos. Segundo a TF Agroeconômica:
O movimento foi sustentado pela expectativa de que a Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos EUA defina o Volume Renovável Obrigatório (RVO) para 2026 entre 5,4 e 5,61 bilhões de galões, aumentando a demanda por óleo de soja para produção de biocombustíveis.
No comércio exterior, os embarques semanais de soja dos EUA ficaram dentro das expectativas, totalizando 456,7 mil toneladas, embora o acumulado da temporada apresente queda de 18,69% em relação ao mesmo período de 2025.
A participação da China permanece limitada: as compras semanais somaram 83,1 mil toneladas, insuficiente para atingir a meta de 20 milhões de toneladas antes da entrada plena da safra brasileira no mercado internacional. A ANEC projeta que o Brasil exportará cerca de 16,47 milhões de toneladas em março, reforçando a oferta global e pressionando a disponibilidade de grão no curto prazo.
O mercado da soja permanece sensível a fatores externos, incluindo:
Para os investidores e operadores do mercado, a combinação desses fatores sugere volatilidade no curto prazo, exigindo atenção constante às cotações, derivativos e notícias de exportação.
Fonte: Portal do Agronegócio
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