Publicado em: 12/02/2026 às 15:10hs
Com uma produção que ultrapassa 50 milhões de toneladas por safra, o estado de Mato Grosso consolida-se como o maior produtor de soja do Brasil e um dos maiores do mundo. De acordo com estimativas recentes, se o estado fosse um país, ocuparia o terceiro lugar no ranking global de produção de soja, ficando atrás apenas do Brasil e dos Estados Unidos.
Os números reforçam o protagonismo do agronegócio mato-grossense e o papel estratégico do estado no abastecimento mundial de alimentos, consolidando sua importância para a balança comercial brasileira.
De acordo com dados da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), a produção do estado saltou de 38,7 milhões de toneladas na safra 2023/24 para 50,89 milhões na safra 2024/25, com projeção de 47,17 milhões de toneladas para 2025/26. Esses volumes colocam Mato Grosso em patamar semelhante a países como Argentina, que colhe em torno de 50 milhões de toneladas por ciclo.
A entidade destaca que esse desempenho é resultado de anos de investimento em tecnologia, boas práticas agrícolas e manejo sustentável, o que permitiu ao estado combinar alta produtividade e preservação ambiental.
“O produtor mato-grossense mostrou que é possível crescer com responsabilidade e eficiência. Nosso estado é um exemplo de que sustentabilidade e produtividade podem caminhar juntas”, destacou a Aprosoja-MT em nota.
Para o vice-presidente Oeste da Aprosoja-MT, Gilson Antunes de Melo, os resultados da soja e o avanço da produção de milho mostram a força do agronegócio estadual e seu papel na industrialização e geração de renda.
“Além da soja, o milho vem ganhando destaque, principalmente com o crescimento das indústrias de etanol. Isso fortalece a economia, amplia a arrecadação e impulsiona investimentos em infraestrutura. É uma cadeia positiva em que produtor, indústria e sociedade crescem juntos”, afirmou.
Com um dos maiores territórios do país, Mato Grosso mantém equilíbrio entre produção e preservação ambiental. A atividade agropecuária se concentra em áreas já consolidadas, enquanto uma grande parte do estado permanece preservada com vegetação nativa e biomas protegidos, demonstrando que o crescimento ocorre de forma planejada e responsável.
Essa combinação tem garantido competitividade internacional e fortalecido a imagem do estado como referência em sustentabilidade agrícola.
O vice-presidente Leste da Aprosoja-MT, Lauri Pedro Jantsch, destaca que os investimentos em tecnologia e manejo de solo foram fundamentais para o estado atingir níveis de produtividade comparáveis aos maiores produtores do mundo.
“Mato Grosso é um exemplo de superação e inovação. O produtor daqui tem uma enorme capacidade de adaptação, transformando desafios em oportunidades. Com o uso de tecnologias modernas e práticas sustentáveis, conseguimos transformar áreas degradadas em terras altamente produtivas”, ressaltou Jantsch.
Apesar dos resultados expressivos, a infraestrutura ainda limita o avanço do setor. O vice-presidente Leste da Aprosoja-MT aponta a logística e a falta de armazenagem como gargalos que reduzem a competitividade frente a outros países produtores.
“Temos um dos custos logísticos mais altos do mundo. O transporte até os portos é caro e demorado, o que afeta diretamente a rentabilidade. Além disso, a capacidade de armazenagem ainda é pequena quando comparada à dos Estados Unidos, por exemplo”, observa o dirigente.
Mesmo com esses desafios, Mato Grosso segue como referência mundial na produção de grãos, aliando escala, eficiência e responsabilidade ambiental. O estado celebra números recordes, mas também defende avanços em infraestrutura e logística, fundamentais para sustentar o crescimento e aumentar a competitividade internacional.
Com produtores cada vez mais capacitados e comprometidos com a sustentabilidade, o agronegócio mato-grossense se consolida como pilar essencial para o desenvolvimento econômico do Brasil e o abastecimento global de alimentos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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