Soja

Início de semana no mercado de soja brasileiro sinaliza ritmo lento e preços indefinidos

Dólar em alta, Chicago sob pressão e produtores adotam postura cautelosa nas negociações


Publicado em: 05/02/2024 às 10:22hs

Início de semana no mercado de soja brasileiro sinaliza ritmo lento e preços indefinidos

O mercado brasileiro de soja projeta um início de semana com negociações em ritmo lento e uma dificuldade evidente em adotar uma tendência definida. A valorização do dólar e dos prêmios contrasta com a pressão observada em Chicago. Os produtores, adotando uma postura cautelosa, estão limitando suas negociações ao estritamente necessário.

O mercado experimentou um dia atípico, onde, mesmo com a alta significativa do dólar em relação ao real, a soja apresentou queda na Bolsa de Chicago. Esse cenário resultou em preços mistos no Brasil, oscilando dentro de margens estreitas, com poucos lotes efetivamente movimentados. Os analistas da SAFRAS & Mercado destacam que a modalidade "a fixar" predomina nas negociações, com volumes negociados, mas os preços acertados posteriormente.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 120,00. Na região das Missões, a cotação estabilizou em R$ 119,50 a saca. No Porto de Rio Grande, o preço manteve-se em R$ 123,00 a saca. Em Cascavel, no Paraná, o preço permaneceu em R$ 109,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca ficou inalterada em R$ 118,00. Em Rondonópolis (MT), o preço seguiu em R$ 103,00, enquanto em Dourados (MS), baixou de R$ 102,00 para R$ 101,00 a saca. Já em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 100,00 para R$ 101,00.

Comercialização e Cenário Internacional

A comercialização da safra 2023/24 de soja do Brasil envolve 31,9% da produção projetada, conforme dados até 2 de fevereiro. Comparado ao relatório anterior, houve um aumento de 2,8%. No entanto, esse número ainda está abaixo da média de cinco anos para o período, indicando uma cautela por parte dos produtores.

Os contratos em Chicago para março registram uma baixa de 0,23%, cotados a US$ 11,85 3/4 por bushel. A volatilidade do pregão é impulsionada pela tentativa de recuperação frente às recentes perdas, enquanto a fraca demanda pelo produto norte-americano e a força do dólar continuam a exercer pressão.

Na esfera dos prêmios, houve oscilações nos portos brasileiros, influenciadas pela queda nos contratos futuros em Chicago. Os prêmios para fevereiro estiveram entre -120 e -80 centavos de dólar sobre Chicago no Porto de Paranaguá. Para março de 2024, o prêmio variou de -110 a -95, e para maio de 2024, ficou entre -75 e -60 pontos.

Câmbio e Indicadores Financeiros

O dólar comercial opera com alta de 0,19% a R$ 4,9778, enquanto o Dollar Index sobe 0,38% a 104,31 pontos. Nas bolsas asiáticas, Xangai registrou baixa de 1,02%, enquanto Tóquio apresentou uma exceção com aumento de 0,54%. Na Europa, as principais bolsas operam firmes, com Paris em +0,11%, Frankfurt em +0,26%, e Londres em +0,53%. O petróleo, por sua vez, registra cotações em baixa, com o WTI para março recuando 0,63% a US$ 71,83 o barril.

 

Fonte: Portal do Agronegócio

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