Exportações brasileiras de soja batem recorde no primeiro semestre de 2026; Mato Grosso responde por 34,6% dos embarques
Safra recorde impulsiona vendas externas, China segue como principal destino da soja brasileira e novos mercados ampliam participação nas exportações.
Publicado em: 10/07/2026 às 10:10hs
As exportações brasileiras de soja registraram um desempenho histórico no primeiro semestre de 2026. Impulsionado pela elevada produção da safra 2025/26, o Brasil embarcou o maior volume de soja já registrado para o período entre janeiro e junho, consolidando a força do agronegócio brasileiro no mercado internacional.
Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), aponta que o país exportou 69,58 milhões de toneladas de soja no acumulado do primeiro semestre, volume 7,13% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e um novo recorde para a série histórica.
Mato Grosso lidera exportações de soja do Brasil
Maior produtor nacional da oleaginosa, Mato Grosso manteve sua posição de destaque nas exportações brasileiras. Entre janeiro e junho, o estado embarcou 24,06 milhões de toneladas, crescimento de 5,15% em relação ao primeiro semestre do ano anterior.
Com esse desempenho, Mato Grosso respondeu por 34,59% de toda a soja exportada pelo Brasil, reforçando sua importância estratégica para o abastecimento do mercado internacional.
O resultado reflete a combinação de uma safra robusta, elevada competitividade logística e demanda consistente dos principais compradores mundiais.
China continua sendo o maior comprador da soja brasileira
A China permaneceu como o principal destino da soja produzida em Mato Grosso e do grão brasileiro exportado. Apesar da liderança absoluta, o país asiático reduziu em 4,77% suas compras em comparação ao primeiro semestre de 2025.
Mesmo com essa retração, o mercado internacional mostrou forte diversificação. Segundo o Imea, os cinco principais importadores da soja mato-grossense, excluindo a China, ampliaram suas aquisições em 42,25% no período, evidenciando o fortalecimento da presença brasileira em novos mercados.
Esse movimento reduz a dependência de um único comprador e amplia as oportunidades comerciais para o setor exportador.
Demanda internacional sustenta desempenho da soja brasileira
A combinação entre produção elevada e demanda aquecida foi determinante para o recorde das exportações brasileiras. O bom ritmo dos embarques confirma a competitividade da soja nacional, que segue conquistando espaço em diversos mercados consumidores.
Além do crescimento dos volumes exportados, a expansão das compras por outros países demonstra uma maior pulverização da demanda global, cenário considerado positivo para o agronegócio brasileiro.
Segundo semestre deve registrar desaceleração nos embarques
Para os próximos meses, a expectativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária é de uma redução natural no ritmo das exportações.
A menor disponibilidade de soja após o pico da comercialização da safra tende a limitar os embarques durante o segundo semestre, comportamento considerado sazonal no mercado brasileiro. Ainda assim, a perspectiva permanece positiva, sustentada pela competitividade do produto nacional e pela continuidade da demanda internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
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