Publicado em: 05/06/2024 às 08:00hs
As projeções para a próxima safra de soja não são tão otimistas devido à queda nos preços da commodity e às incertezas em relação à produção no Rio Grande do Sul, onde as lavouras foram afetadas pelas enchentes. Para garantir que os produtores possam ao menos cobrir os custos de produção e, idealmente, obter algum lucro no ciclo 2024/25, será crucial aumentar a produtividade por área cultivada.
Diante desse cenário desafiador, fazer escolhas assertivas sobre investimentos em tecnologia agrícola será essencial para evitar impactos financeiros negativos. Uma das ferramentas que pode ajudar os produtores de soja a equilibrar as contas é a adoção dos inoculantes biológicos, microrganismos que fixam o nitrogênio.
Márcio Domingos, gerente nacional de vendas da Novonesis, líder mundial em biossoluções, destaca que o uso de inoculantes biológicos pode trazer resultados positivos na safra 2024/25. Ele ressalta que o custo-benefício desses produtos é favorável, com custos que variam de R$ 30 a R$ 100 por hectare, resultando em um aumento de produtividade de até 4%.
Domingos enfatiza a importância de garantir altos índices de produtividade para que os agricultores possam ao menos cobrir seus custos de produção. Além dos inoculantes biológicos, outra opção é a aplicação de microrganismos à base de Bradyrhizobium no sulco de plantio, com custos entre R$ 5 e R$ 50 por hectare. Em comparação, o uso de ureia como fertilizante nitrogenado pode custar até R$ 500 por hectare, conforme dados da Embrapa.
De acordo com pesquisas da Embrapa, os inoculantes biológicos podem fornecer mais de 300 quilos de nitrogênio por hectare para a soja, com um custo até 95% menor em comparação aos fertilizantes nitrogenados. Esses microrganismos realizam um trabalho equivalente ao dos fertilizantes minerais, substituindo quase completamente a necessidade de ureia. O aumento do uso de soluções biológicas é uma tendência global, conforme avaliação de Domingos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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