Publicado em: 19/02/2026 às 10:35hs
Mato Grosso registrou em janeiro de 2026 o maior volume de esmagamento de soja para o mês na série histórica do Imea, com 968,43 mil toneladas processadas, um avanço de 15,17% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado consolida a posição do estado como principal polo de industrialização da oleaginosa no país, refletindo a estrutura robusta do agronegócio local.
Segundo o Imea, a expansão observada no início do ano está associada ao aumento de 13,95% na capacidade de esmagamento das indústrias em Mato Grosso, bem como à elevada disponibilidade de soja no estado, o que favoreceu o volume processado no período. Estes fatores combinados sustentaram a expansão do esmagamento frente ao ano anterior.
A elevação da mistura obrigatória de biodiesel no óleo diesel para 15% (B15) no Brasil — medida que entrou em vigor em 1º de agosto de 2025 — ampliou a demanda por óleo de soja, principal insumo na produção de biodiesel nacional, contribuindo diretamente para a expansão do esmagamento em 2026. A maior participação do biodiesel na matriz energética brasileira trouxe otimismo ao setor e incentivou o processamento de soja para atender à demanda do mercado interno.
No atual contexto econômico brasileiro, marcado por debates em torno da política monetária e das metas de inflação do Banco Central do Brasil, o agronegócio segue demandando atenção às condições de crédito e aos custos de produção. Embora o relatório mais recente de inflação do Banco Central aponte cenários desafiadores para a economia como um todo, o desempenho robusto do esmagamento de soja evidencia resiliência em segmentos ligados à bioenergia e ao complexo soja.
Analistas do setor também projetam que a demanda por biodiesel deve continuar crescendo em 2026 em decorrência da vigência da mistura B15 ao longo do ano, o que pode elevar ainda mais o consumo de óleo de soja no país. Estimativas de consultorias do mercado sugerem aumento de cerca de 6% na demanda por biodiesel em 2026, com reflexos diretos sobre a cadeia de esmagamento e sobre a comercialização do grão e seus derivados.
Fonte: Portal do Agronegócio
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