Soja

Esmagamento de soja em Mato Grosso bate recorde histórico no primeiro semestre de 2026 impulsionado pelo biodiesel

Indústrias processam mais de 7 milhões de toneladas de soja entre janeiro e junho, enquanto exportações de farelo e óleo avançam quase 9%, reforçando a liderança de Mato Grosso no agronegócio brasileiro.


Publicado em: 09/07/2026 às 10:10hs

Esmagamento de soja em Mato Grosso bate recorde histórico no primeiro semestre de 2026 impulsionado pelo biodiesel

O processamento de soja em Mato Grosso alcançou um novo recorde histórico no primeiro semestre de 2026, consolidando o Estado como o maior polo industrial da cadeia da oleaginosa no Brasil. Dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que as indústrias esmagaram 7,02 milhões de toneladas entre janeiro e junho, volume 4,53% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O resultado reflete o forte crescimento da demanda por derivados da soja, especialmente para a produção de biodiesel, além do avanço das exportações de farelo e óleo, que seguem sustentando o ritmo de processamento nas indústrias mato-grossenses.

Demanda por biodiesel impulsiona processamento da soja

Segundo a análise semanal do Imea, o aumento do esmagamento está diretamente ligado à expansão do consumo de soja pela indústria de biocombustíveis e ao fortalecimento da demanda internacional pelos coprodutos da oleaginosa.

Com maior disponibilidade de matéria-prima após sucessivas safras recordes, as indústrias ampliaram sua capacidade de processamento, contribuindo para reduzir parte da oferta elevada de grãos disponível no mercado interno.

O crescimento da produção de biodiesel continua sendo um dos principais motores da indústria de esmagamento no Brasil, agregando valor à soja produzida no campo e fortalecendo toda a cadeia do agronegócio.

Exportações de farelo e óleo registram forte crescimento

Além do mercado doméstico, o comércio exterior também contribuiu para o desempenho da indústria.

Entre janeiro e junho de 2026, Mato Grosso exportou 4,59 milhões de toneladas de farelo e óleo de soja, volume 8,94% superior ao embarcado no mesmo período do ano passado.

O desempenho reforça a competitividade dos derivados brasileiros no mercado internacional e amplia a participação do Estado nas exportações globais de produtos industrializados da soja.

Argélia e Indonésia lideram compras dos derivados

Entre os principais destinos das exportações mato-grossenses, a Argélia manteve a liderança nas compras de óleo de soja, respondendo por 38,08% do volume exportado pelo Estado.

Já a Indonésia permaneceu como principal importadora do farelo de soja produzido em Mato Grosso, concentrando 24,65% das aquisições no primeiro semestre.

A diversificação dos mercados compradores fortalece a cadeia industrial da soja brasileira e reduz a dependência de poucos destinos para os derivados.

Safras recordes ampliam capacidade da indústria

O Imea destaca que a sequência de grandes safras registradas nos últimos anos criou condições favoráveis para o aumento do processamento industrial.

Com maior oferta de grãos, as esmagadoras passaram a operar em níveis mais elevados, aproveitando tanto a demanda doméstica quanto as oportunidades no mercado internacional.

Além de agregar valor à produção agrícola, o processamento gera maior oferta de farelo para alimentação animal e de óleo destinado à indústria alimentícia e ao setor de biocombustíveis.

Industrialização fortalece o agronegócio de Mato Grosso

O crescimento do esmagamento representa um avanço estratégico para a economia estadual, uma vez que amplia a industrialização da produção agrícola e aumenta a geração de empregos, renda e arrecadação.

Especialistas avaliam que o fortalecimento da indústria de processamento reduz a dependência das exportações de grãos in natura e aumenta a competitividade do agronegócio brasileiro em produtos de maior valor agregado.

Perspectivas seguem positivas para a cadeia da soja

Com a demanda por biodiesel em expansão, o crescimento do consumo global de proteína animal — que impulsiona as compras de farelo de soja — e a continuidade da liderança brasileira na produção da oleaginosa, a expectativa é de que o processamento industrial permaneça em níveis elevados ao longo de 2026.

Caso o ritmo atual seja mantido, Mato Grosso deverá encerrar o ano com um novo recorde de esmagamento, reforçando sua posição como principal centro de processamento de soja do Brasil e um dos mais importantes do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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