Publicado em: 14/03/2014 às 20:00hs
Em rodovias entre províncias (estados), roda-se até 15 quilômetros com plantações alagadas dos dois lados.
Chuvas que podem chegar a 150 milímetros alcançaram nesta madrugada a zona núcleo de produção de soja e milho da Argentina, acompanha a Expedição Safra Gazeta do Povo. Apesar de passageiras, as precipitações ainda podem agravar perdas, num momento em que a colheita começa a engrenar.
Os agricultores argentinos vivem um caso de amor e ódio com a chuva nesta temporada. No início do ciclo faltou umidade e havia preocupação com perdas. Parte da soja teve inclusive que ser replantada.
As precipitações que vieram em janeiro trouxeram alívio, mas logo se tornaram excessivas em bolsões importantes de cultivo. Entre janeiro e fevereiro, localidades das províncias de Santa Fé, Buenos Aires e Córdoba chegaram a somar 600 milímetros, metade do volume esperado para o ano.
A Expedição Safra apurou que, no oeste da zona núcleo (que corresponde ao leste de Córdoba e oeste de Santa Fé), ainda existem fazenda com grandes parcelas de soja alagadas. Chega-se a rodar 15 quilômetros com inundações dos dois lados da pista em Baldisera (Córdoba).
O produtor Edgar Mackú, que atua nesta região, afirma que sua área com perda total por alagamento (22% de 360 hectares) deve passar de 70 para 90 hectares se os 170 milímetros de chuva previstos para este fim de semana se confirmarem. Mais do que a estiagem do início do ciclo, a chuva está sendo responsável pelos cortes nas previsões de colheita. As expectativas ainda são de 54 milhões de toneladas, marca próxima do recorde de 2009/10. A área plantada foi ampliada de 19,7 para 20,3 milhões de hectares, conforme dados do setor.
Fonte: Gazeta do Povo
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