Publicado em: 29/01/2026 às 10:10hs
Chuvas Diminuem e Favorecem o Ritmo da Colheita
A colheita da soja em Mato Grosso segue avançando em ritmo acelerado, impulsionada pela redução das chuvas nas últimas semanas. De acordo com dados meteorológicos, o acumulado de precipitações nos últimos quinze dias variou entre 90 e 150 milímetros, volume considerado alto para o período, mas inferior ao registrado na safra anterior.
Esse cenário mais seco tem permitido maior eficiência no campo, com avanço da colheita acima da média histórica e do ritmo observado no mesmo período do último ciclo produtivo.
Segundo projeções do NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), a última semana de janeiro deve registrar volumes de chuva entre 45 e 65 milímetros na maior parte de Mato Grosso, índice abaixo da média do mês.
Já para o mês de fevereiro, o modelo climático Ensemble Mean aponta anomalias negativas de precipitação, entre 1 e 2 milímetros por dia. Caso essa previsão se confirme, o cenário deve favorecer o progresso das colheitadeiras e reduzir as perdas por grãos avariados, comuns em períodos de alta umidade.
Chuvas Devem Voltar em Março e Ajudar o Milho Segunda Safra
As projeções indicam que as chuvas devem retornar à normalidade em março, o que deve beneficiar o desenvolvimento do milho safrinha, plantado logo após a colheita da soja. O retorno das precipitações é visto como essencial para garantir o bom início da segunda safra de grãos no Estado, principal produtor agrícola do país.
Mesmo com o bom ritmo de colheita, o mercado registrou queda nas cotações da soja em Mato Grosso. Na última semana, o preço da saca disponível apresentou desvalorização de 1,02%, encerrando a sexta-feira cotada a R$ 102,61.
A retração reflete o aumento da oferta com o avanço da colheita e a pressão exercida pela demanda mais fraca no mercado interno e externo.
O cenário climático em Mato Grosso indica boas condições para o encerramento da colheita da soja e início promissor da safrinha de milho, mas o mercado segue atento à evolução dos preços, que podem continuar sob pressão com a ampliação da oferta nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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