Publicado em: 18/09/2015 às 08:15hs
Com sua propriedade no município de Ivatuba, ele diz que está animado com a previsão de chuvas para o ciclo de desenvolvimento da lavoura e não quer perder tempo. Nem a queda de temperatura durante a noite, que tem sido comum nesses dias, o preocupa. Nesta terça-feira (15/09), último dia do vazio sanitário – período de três meses em que não pode haver planta remanescente de soja no campo, para não servir de ponte à disseminação de doenças – ele começa a semear. Em Ivatuba, município de 3 mil habitantes a 40km de Maringá, a expectativa é que 8,1 mil hectares sejam cultivados com a oleaginosa e, no país inteiro, produtores como “Mirim” torcem para que tudo dê certo e tenham uma boa produtividade.
Indústria a céu aberto - “A lavoura é uma indústria a céu aberto, sujeita a muitos riscos”, afirma. Na vizinha Floresta a safra também começa antes que em outras regiões e a estratégia se justifica porque, fazendo assim, se colhe a soja mais cedo e, imediatamente, é semeado milho. Os agricultores sabem que quanto mais tarde cultivarem essa cultura, maiores serão os riscos com o clima e menor a produtividade em razão da gradativa redução da luminosidade.
Milho - Quando “Mirim” falou em indústria a céu aberto, ele se referiu aos problemas que teve com a safra de inverno de milho, este ano. Choveu muito na semeadura e, em seguida, houve uma longa estiagem. Só voltou a chover forte na colheita. Com isso, de acordo com o gerente da Cocamar em Ivatuba, Carlos Eduardo Bortot, a produtividade geral diminuiu: ficou em 93,8 sacas por hectare, 6 a menos que o estimado.
Antecipação - A antecipação da semeadura não é regra geral: na maior parte dos municípios da região de Maringá, as sementes serão lançadas ao solo no mês de outubro.
Fonte: Imprensa Cocamar
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