Publicado em: 03/05/2024 às 10:10hs
Os preços da soja seguem em alta na Bolsa de Chicago na manhã desta sexta-feira (3), ampliando os ganhos da sessão anterior. A cotação do produto subiu entre 6,75 e 12 pontos, ultrapassando novamente a marca de US$ 12,00 por bushel nos contratos mais negociados, refletindo diversos fatores. Entre eles, destaque para as chuvas intensas no Rio Grande do Sul, que causam preocupação e volatilidade no mercado.
Por volta das 7h10 (horário de Brasília), o contrato de maio estava cotado a US$ 12,02 por bushel, enquanto julho e agosto estavam a US$ 12,06 por bushel. As fortes chuvas no estado gaúcho são motivo de apreensão, especialmente porque ainda há mais de 30% da área de soja a ser colhida. As incertezas sobre o tamanho da quebra de safra e problemas logísticos se somam ao cenário, uma vez que o porto de Rio Grande é um dos mais movimentados do país, sendo crucial para a exportação da soja brasileira.
Os mapas de previsão de chuvas para 3 a 11 e, posteriormente, para 11 a 19 de maio, confirmam a expectativa de mais precipitações para o Rio Grande do Sul nos próximos dias, aumentando a preocupação com o andamento da colheita. Nos Estados Unidos, previsões de chuvas também podem impactar o plantio, afetando o ritmo do trabalho no campo.
Além das condições climáticas, os traders estão atentos ao mercado de derivados, especialmente ao farelo de soja, que registrou alta de mais de 4% na sessão anterior e mais de 1% na manhã desta sexta-feira. Segundo especialistas, o mercado de farelo na América do Sul enfrenta uma situação de "short squeeze", ou seja, uma forte pressão de compra em um ambiente de oferta limitada.
No Brasil, as margens de produção de farelo estão baixas, e cresce a discussão sobre antecipar as paradas para manutenção. Além disso, a quebra de safra no Rio Grande do Sul e as questões logísticas podem reduzir a disponibilidade do produto no curto prazo, tanto no mercado interno quanto externo. Na Argentina, greves previstas para a próxima semana e a baixa venda por parte dos produtores também contribuem para a instabilidade.
Com esse cenário, o mercado da soja segue acompanhando atentamente o clima, a logística e as variações nos preços dos derivados, especialmente em um momento de volatilidade e incertezas crescentes. Os desdobramentos dessas questões terão impacto direto nos preços futuros e na dinâmica do setor agrícola nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
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