Publicado em: 23/02/2024 às 11:00hs
A sexta-feira sinaliza uma continuidade no ritmo lento das negociações no mercado brasileiro de soja. Enquanto Chicago busca uma recuperação técnica e o dólar apresenta uma elevação moderada, os prêmios melhorados podem resultar em cotações domésticas mais favoráveis. Contudo, os produtores adotam uma postura cautelosa, negociando apenas o essencial.
O mercado experimentou um dia de lentidão na quinta-feira, com algumas transações registradas pela manhã antes das quedas mais expressivas em Chicago. Os preços, variando de estáveis a mais baixos, refletem a pressão contínua sobre os produtores, que enfrentam margens apertadas. Em algumas regiões, a discrepância entre os preços de compra e venda cria obstáculos para as negociações, pois alguns produtores resistem aos valores de mercado.
Em diversas praças, como Passo Fundo (RS), região das Missões, Porto de Rio Grande, Cascavel (PR), Porto de Paranaguá (PR), Rondonópolis (MT), Dourados (MS), e Rio Verde (GO), os preços apresentaram estabilidade, queda ou decréscimo, refletindo a complexidade do cenário.
Em Chicago, os contratos com vencimento em março buscam uma valorização após recentes perdas. Investidores aproveitam a oportunidade de compras após a soja atingir seu nível mais baixo em três anos. No entanto, a oferta abundante limita ganhos expressivos. Além disso, a expectativa pelo relatório de exportações semanais dos Estados Unidos adiciona uma dose de incerteza ao mercado.
Os prêmios de exportação para março nos portos brasileiros apresentaram melhora, mas a atividade permanece restrita. O dólar, operando em alta, contribui para essa dinâmica. Enquanto o mercado monitora os indicadores financeiros internacionais, como as bolsas asiáticas e europeias, o petróleo registra cotações em baixa.
O cenário reflete a complexidade das variáveis que influenciam o mercado de soja, destacando a importância da postura cautelosa dos produtores diante das incertezas presentes.
Fonte: Portal do Agronegócio
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